São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Estudo relaciona açúcar nos primeiros anos a maior risco de ansiedade na vida adulta

Análise com mais de 45 000 pessoas associou restrição de açúcar na infância a menor preferência por doces e menor risco de ansiedade.

Estudo relaciona açúcar nos primeiros anos a maior risco de ansiedade na vida adulta

A exposição ao açúcar nos primeiros 1 000 dias de vida — da concepção até aproximadamente os dois anos e meio — foi associada a um risco maior de ansiedade na idade adulta, indica um estudo com mais de 45 000 pessoas nascidas entre 1951 e 1956. Os participantes viveram no Reino Unido durante o período de racionamento de açúcar do pós-guerra ou nos anos posteriores ao fim das restrições.

A pesquisa foi conduzida por investigadores da Universidade de Surrey e publicada na revista Translational Psychiatry. O grupo comparou pessoas submetidas ao racionamento desde a gestação e por diferentes períodos após o nascimento, até 6, 12, 18 e 24 meses, com participantes que não passaram por nenhuma restrição.

Resultados sobre ansiedade e alimentação

As pessoas expostas ao período mais prolongado de racionamento relataram menor preferência por alimentos doces e apresentaram risco de ansiedade 33% inferior ao observado entre aquelas que nunca foram submetidas à medida. Os grupos que viveram sob racionamento também desenvolveram ansiedade e depressão mais tarde.

A idade mediana de início da ansiedade foi de cerca de 62 anos entre os participantes expostos à restrição prolongada, contra 55 anos no grupo sem racionamento. O estudo também identificou diferenças em indicadores psiquiátricos e de saúde mental, além de alterações estruturais no cérebro.

No Reino Unido, o racionamento de açúcar durante a guerra e no período posterior vigorou entre 1940 e 1953. Nesse intervalo, o consumo dos adultos era limitado a cerca de 40 gramas por dia. Segundo os investigadores, a ingestão de açúcar aumentou rapidamente após o fim das restrições, mas os efeitos da alimentação nos primeiros anos permaneceram associados à saúde mental ao longo do tempo.

Hana Navratilova, autora principal do estudo, afirmou que compreender os efeitos do açúcar sobre a saúde física e mental pode orientar políticas públicas e mudanças na alimentação. Nophar Geifman, professor da Universidade de Surrey e autor sênior, disse que os ambientes nutricionais no início da vida parecem ter relevância duradoura.

Os autores consideram os primeiros 1 000 dias uma fase crítica para o desenvolvimento cerebral. Investigações anteriores citadas no estudo sugerem que dietas ricas em açúcar podem reduzir a densidade e a disponibilidade de neurônios de serotonina, ligados à regulação do humor. A restrição precoce poderia proteger essas vias, segundo essa hipótese.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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