São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Poluição por petróleo atinge 1,58 milhões de km² dos oceanos por ano

Análise da SkyTruth aponta que navios respondem por 81% das manchas identificadas e que mais de 90% ocorre em águas nacionais.

Poluição por petróleo atinge 1,58 milhões de km² dos oceanos por ano

Manchas de petróleo atingem cerca de 1,58 milhões de quilómetros quadrados dos oceanos todos os anos, segundo uma análise da organização sem fins lucrativos SkyTruth baseada em imagens de satélite. A área equivale a cerca de três vezes o território da Espanha.

A maior parte da poluição aparece em pequenas manchas, que passam despercebidas, e não em grandes derrames. Entre 2023 e 2025, os pesquisadores analisaram observações de satélite e dados do sistema Cerulean, que monitora a poluição por petróleo. Com esses dados, estimaram a poluição anual associada a navios e instalações offshore, considerando a cobertura dos satélites e a concentração de embarcações.

Navios estiveram ligados a cerca de 81% das manchas cuja origem provável foi identificada. Petroleiros e cargueiros foram os principais responsáveis. Instalações de petróleo e gás offshore responderam por outros 18%.

Mais de 90% da poluição estimada ocorreu em águas sob jurisdição nacional, muitas vezes próximas às áreas costeiras. As maiores concentrações foram identificadas no mar Vermelho, no golfo Pérsico, no Mediterrâneo e no mar Negro, além de áreas ao largo da África Ocidental e próximas à Indonésia.

A SkyTruth também identificou possíveis poluidores recorrentes. Os mesmos 16 navios foram associados repetidamente a manchas de óleo. Um cargueiro com bandeira de Palau, um petroleiro russo e um petroleiro indonésio apareceram perto de manchas em mais de uma em cada cinco imagens de satélite.

Instalações offshore também foram relacionadas repetidamente à poluição. Manchas apareceram em perto de 29% das imagens de uma instalação ao largo da Indonésia e em cerca de 24% das imagens de outra, situada ao largo da Nigéria.

Áreas protegidas e outros riscos

Cerca de 75% das áreas marinhas protegidas apresentaram concentrações de manchas inferiores às registradas nas águas próximas. Ainda assim, a poluição foi detectada em habitats sensíveis, incluindo o habitat da baleia de Rice, espécie criticamente ameaçada, no golfo do México.

Karl Wuster, diretor de tecnologia da SkyTruth, afirmou: “A poluição por petróleo é um problema constante e global”. A organização alerta que o quadro pode ser incompleto porque a cobertura de satélite é limitada em alto-mar, deixando grandes áreas dos oceanos praticamente sem monitoramento.

Conflitos, acidentes e naufrágios também contribuem para os riscos. Em agosto, o petróleo de um navio atingido durante a guerra no golfo chegou às praias da ilha de Qeshm, no Irã, e alcançou manguezais protegidos. Outro derrame, originado em um petroleiro da chamada frota-sombra russa ao largo de Omã, espalhou-se por mais de 2 000 quilómetros quadrados.

Em 2024, um navio desconhecido que virou ao largo de Tobago cobriu praias de petróleo e levou à declaração de emergência nacional. Um ferry de passageiros que encalhou na Suécia, um ano antes, deixou uma mancha de combustível de cinco quilómetros no mar Báltico, que chegou à costa.

Cerca de 8 500 naufrágios com potencial poluente, a maioria das duas guerras mundiais, ainda estão no fundo do mar. Alguns já liberam petróleo à medida que seus cascos se corroem.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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