Mais de 1.000 testes geofísicos encontraram anomalias no solo ao redor do túmulo de Tutancâmon, no Vale dos Reis. Os resultados indicam a possibilidade de haver corredores e salas próximas ao sepultamento, mas não confirmam a existência dessas estruturas.
A equipe avaliou a densidade do solo por meio de uma técnica baseada em variações no campo gravitacional. Também utilizou radares de penetração do solo, conhecidos pela sigla GPR, dentro da tumba. Os dados sugerem que as anomalias podem estar associadas a espaços além das áreas já conhecidas.
Uma das hipóteses considera a existência de um corredor de dois metros de largura, atualmente preenchido com entulho, ligando o sepultamento a outras câmaras. A possibilidade de haver áreas escondidas já era discutida por pesquisadores, inclusive diante da hipótese de que a parede norte da câmara seja falsa.
Escavação depende de autorização
Os pesquisadores esperam uma decisão do Conselho de Antiguidades do Egito sobre a abertura das áreas investigadas. Como as supostas câmaras ficam a poucos metros dos espaços conhecidos, uma eventual escavação exigiria cuidados adicionais. Se houver autorização, os trabalhos podem começar em novembro.
O plano inicial prevê a abertura de pequenos furos na superfície do solo, com menos de 10 centímetros de largura. Por essas passagens, seriam enviados pequenos tratores controlados remotamente para examinar o local.
Tutancâmon governou o império egípcio de 1 341 a.C a 1323 a.C. Sua tumba foi encontrada praticamente intacta em 1922. A câmara, com cerca de 35m², guardava objetos como sandálias douradas, uma máscara de ouro de mais de 10kg, adagas e jogos de tabuleiro.
A sepultura também é relacionada a teorias sobre a possível localização da tumba da rainha Nefertiti nos arredores. Até que novas investigações sejam autorizadas e realizadas, porém, os corredores e as salas permanecem apenas como uma possibilidade.







