São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Economia

Açúcar e cereais puxam alta dos preços globais de alimentos em setembro

FAO aponta avanço de 1,5% no índice mensal e prevê queda na produção e no comércio mundial de cereais em 2026/27.

Açúcar e cereais puxam alta dos preços globais de alimentos em setembro

A produção global de cereais deve somar 2,98 bilhões de toneladas em 2026, uma queda de 2,1% em relação a 2025, segundo projeção da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Apesar do recuo, o volume será o segundo maior da série. A estimativa integra um relatório separado sobre oferta e demanda divulgado pela organização.

A FAO também prevê redução de 3,5% no comércio internacional de cereais durante a temporada 2026/27, para 505,8 milhões de toneladas. O resultado é associado ao estreitamento das rotas marítimas no Mar Negro e à capacidade insuficiente de transportes alternativos. Para o fim da safra em 2027, os estoques mundiais foram estimados em 950 milhões de toneladas, com relação estoque/uso de 31,7%, ante 32,0% no ciclo anterior.

No mercado de alimentos, o açúcar teve a maior alta entre os grupos acompanhados pela FAO. O índice da categoria avançou 6,1% em setembro na comparação com agosto, diante da expectativa de menor oferta mundial na safra 2026/27. A organização citou estimativas de produção menor na Tailândia, chuvas abaixo da média e fortalecimento do El Niño na Índia, precipitações intensas no Centro-Sul do Brasil e redução da área de beterraba açucareira na União Europeia.

O Índice de Preços de Cereais subiu 5,1% no mês e ficou 17,2% acima do nível de setembro de 2025. O trigo aumentou 6,3%, influenciado por restrições logísticas no Mar Negro e pelo tempo seco em partes da América do Norte antes do plantio. O milho teve alta de 5,6%, enquanto o arroz avançou 1,4%.

O Índice de Preços de Óleos Vegetais cresceu 0,9%, com impulso do óleo de palma, associado à demanda global e ao clima seco no Sudeste Asiático. Já o índice de carnes caiu 1,1%, pressionado por suínos e frango. A carne bovina brasileira subiu, enquanto o índice de lácteos recuou 0,1%.

No conjunto, o Índice de Preços de Alimentos da FAO atingiu 136 pontos em setembro, alta de 1,5% ante agosto e de 5,8% na comparação anual. O economista-chefe da organização, Maximo Torero, disse que interrupções no Estreito de Ormuz e no Mar Negro, somadas a choques climáticos, pressionaram energia, transporte e alimentos essenciais. “Se mantidas, essas pressões serão repassadas em breve para os preços dos alimentos ao consumidor”, afirmou.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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