São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Tomate, arroz e carnes puxam alta da comida no IPCA-15 de setembro

Alimentação no domicílio avançou 0,38% após dois meses de queda, enquanto feijão-carioca, cebola e café ficaram mais baratos.

Tomate, arroz e carnes puxam alta da comida no IPCA-15 de setembro

O tomate foi o produto que mais pressionou os preços da alimentação no domicílio em setembro, com alta de 20,76%, segundo o IBGE. Também subiram o arroz, 2,39%, e as carnes, 1,3%. Com isso, a alimentação consumida em casa aumentou 0,38% no IPCA-15, após recuos de 1,14% em julho e 0,97% em agosto.

Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (25). O resultado ficou acima da expectativa de analistas do mercado financeiro e contribuiu para a pressão sobre a inflação medida pelo IPCA-15, índice calculado pelo instituto.

Para André Braz, economista do FGV Ibre, o tomate sofreu uma redução na oferta. “O frio retardou a maturação e reduziu a disponibilidade do produto”, afirmou. Ele avalia que pode haver acomodação dos preços posteriormente, diante de sinais recentes de queda do tomate no atacado.

Braz também apontou maior preocupação com o arroz, diante da perspectiva de uma safra menor. No caso das carnes, relacionou a alta à menor disponibilidade de animais prontos para o abate.

Entre os itens que ficaram mais baratos, o IBGE citou o feijão-carioca, com queda de 6,33%, a cebola, com recuo de 4,41%, e o café moído, que caiu 1,36%.

O grupo alimentação e bebidas, que inclui o consumo em casa e as refeições fora do domicílio, teve alta de 0,4% em setembro. O avanço veio depois das quedas de 0,66% em julho e 0,57% em agosto. Comer fora ficou 0,44% mais caro no mês, após aumento de 0,42% em agosto.

No acumulado de 2026 até setembro, a alimentação no domicílio registrou inflação de 4,08%. Em igual período de 2022, a alta havia sido de 11,82%.

O economista prevê risco maior de aumento dos alimentos no último trimestre, com comportamentos diferentes entre os produtos. Ele citou a sazonalidade menos favorável e os riscos climáticos associados ao El Niño como fatores que podem dificultar a recuperação da oferta.

O IPCA-15 é uma prévia do IPCA, índice usado como referência para a condução da política de juros do Banco Central. A coleta do indicador de setembro ocorreu de 15 de agosto a 15 de setembro. Já o IPCA considera o mês de referência; por isso, o resultado de setembro ainda não estava fechado. O IBGE informou que divulgará os dados em 9 de outubro.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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