São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Economia

Afya e Yduqs terão 1,6 milhão de alunos após fusão

Nova companhia terá medicina como eixo premium, mas manterá negócios em cursos presenciais, semipresenciais, a distância e formação empresarial.

Afya e Yduqs terão 1,6 milhão de alunos após fusão

A empresa resultante da fusão entre Afya e Yduqs terá 1,6 milhão de estudantes, dos quais 38 mil estarão em cursos de medicina. Embora essa área seja o principal eixo da companhia combinada, as operações de ensino presencial, semipresencial, a distância e formação em negócios continuarão no grupo.

A manutenção das diferentes frentes foi confirmada pelo CEO da Yduqs, Rossano Leandro, durante uma videoconferência com analistas de mercado. Segundo o executivo, o segmento premium — que inclui medicina e negócios — deverá liderar a estratégia, enquanto as demais verticais permanecerão em operação.

O Ibmec, unidade de cursos de negócios da Yduqs com sede no Rio de Janeiro, será uma das marcas consideradas relevantes no novo desenho. A instituição tem sete unidades no país, incluindo a que abrirá no início de 2027 em Fortaleza, no Ceará.

“É uma marca forte, conhecida, com expansão não só geográfica, mas também de portfólio”, afirmou Leandro. Ele também citou o desempenho do semipresencial, que cresceu 45% ano contra ano e está entre os segmentos validados pelo MEC.

A escala das operações varia conforme o tipo de curso. O Idomed, braço de medicina da Yduqs, reúne 11,8 mil alunos, com tíquete médio de R$ 13.037. O Ibmec tem 11,6 mil estudantes e tíquete médio de R$ 4.295.

Nas demais áreas, o ensino presencial soma 380 mil estudantes, com mensalidade média de R$ 973. No semipresencial, o valor cai para R$ 454. A Yduqs também tem mais de um milhão de alunos no ensino a distância, cuja média de tíquete é de R$ 252.

Leandro disse que a proposta da Afya buscou diversificar as atividades da empresa. Para ele, a concentração no segmento premium pode ajudar a companhia a atravessar períodos de pressão macroeconômica, enquanto a presença em várias verticais preserva a estratégia de atuação no ensino superior.

A companhia combinada ainda não definiu se haverá mudanças nos nomes ou nas marcas de unidades específicas. O estudo será realizado nos âmbitos nacional e local e poderá durar entre nove e 12 meses. Depois desse período, será definido o caminho para cada marca.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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