A queda nos preços de alimentos e combustíveis ajudou a manter o IPCA dentro do intervalo de tolerância da meta em agosto. O índice registrou deflação de 0,32% no mês, enquanto o acumulado em 12 meses ficou em 4,22%.
O resultado marcou o segundo mês seguido dentro da faixa. Em julho, a inflação acumulada em 12 meses tinha sido de 4,44%. Em junho, alcançou 4,64% e ultrapassou o limite de tolerância, informou José Fernando Gonçalves, analista do IBGE.
Alimentos puxam a queda
O grupo Alimentação e Bebidas teve deflação de 0,34% em agosto, depois de recuar 0,67% em julho. A alimentação no domicílio caiu 0,61%.
Entre os produtos com maiores quedas estiveram a batata-inglesa (-19,89%), a cenoura (-11,22%), a cebola (-11,07%), o tomate (-10,94%), o ovo de galinha (-4,15%) e o café moído (-1,86%). Gonçalves afirmou que a alimentação tem o maior peso no IPCA e, por isso, contribuiu para o resultado.
Os combustíveis também registraram recuo, de 0,91% em agosto. O óleo diesel caiu 0,80%, e a gasolina, 0,59%.
Como funciona a meta
O sistema de metas contínuas estabelece objetivo de inflação de 3%, com intervalo de tolerância de 1,50% a 4,50%. A meta é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e perseguida pelo Banco Central (BC).
Desde janeiro de 2025, a referência passou a ser a inflação acumulada em 12 meses, apurada mês a mês. A cada período, o resultado é comparado com a meta e sua faixa de tolerância, sem ficar limitado à verificação em dezembro de cada ano.








