O Banco Central elevou de 79% para 90% a probabilidade de a inflação superar, em 2026, o teto da meta, fixado em 4,50%. A estimativa consta do Relatório de Política Monetária (RPM), publicado nesta quinta-feira, 24. A chance de o IPCA ficar abaixo do piso da meta, de 1,50%, permanece em zero.
O centro da meta é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo. Desde 2025, a meta é contínua e calculada com base no IPCA acumulado em 12 meses. O Banco Central considera que o alvo foi perdido quando o índice permanece acima ou abaixo do intervalo de tolerância por seis meses seguidos.
O descumprimento ocorreu pela primeira vez em julho do ano passado. Na ocasião, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA acumulado em 12 meses até junho havia subido 5,35%, acima do teto de 4,50% pelo sexto mês consecutivo.
Também naquele dia, o Banco Central enviou uma carta aberta a Fernando Haddad, então ministro da Fazenda. No documento, afirmou esperar que a inflação acumulada em 12 meses recuasse para abaixo do teto no fim do primeiro trimestre de 2026.
Para 2027, a probabilidade de superar o teto aumentou de 28% para 33%. A chance de ficar abaixo do piso caiu de 6% para 4%. Em 2028, a possibilidade de ultrapassar o teto permaneceu em 16%, enquanto a de ficar abaixo do piso continuou em 12%.








