São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Petróleo perto de US$ 100 amplia pressão sobre diesel e subsídios no Brasil

Medida provisória de Luiz Inácio Lula da Silva destina R$ 6,6 bilhões a subsídios para combustíveis em meio à alta do petróleo.

Petróleo perto de US$ 100 amplia pressão sobre diesel e subsídios no Brasil

A alta do petróleo ampliou a diferença entre os preços do diesel no Brasil e as cotações internacionais. Nesta quarta-feira (9), o barril de Brent voltou a alcançar US$ 100 (R$ 510), pressionado pela retomada de ataques dos Estados Unidos e do Irã contra navios-petroleiros.

Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória que libera mais R$ 6,6 bilhões para subsídios aos combustíveis. Do total, R$ 5,6 bilhões serão destinados ao diesel e pouco menos de R$ 1 bilhão a outros produtos. A decisão ocorreu depois de declarações do Ministério da Fazenda sobre a interrupção gradual dos subsídios.

Na abertura do mercado desta terça-feira (8), o diesel vendido nas refinarias da Petrobras estava R$ 3,08 por litro abaixo da paridade de importação calculada pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). A diferença chegou perto do recorde de R$ 3,09 por litro registrado no início de março. Na média nacional, era de R$ 2,77 por litro.

Na quarta-feira, a defasagem nas refinarias da Petrobras recuou para R$ 2,87 por litro. Com um subsídio de R$ 1,12 por litro, porém, a estatal e os importadores ainda teriam perda de R$ 1,75 em cada litro importado.

A Petrobras não altera o preço do diesel nas refinarias desde junho, quando reduziu o valor para compensar parte da retirada de subsídios. Empresas privadas repassam a elevação dos custos aos consumidores. Executivos do setor esperam que a estatal absorva as perdas para evitar impacto no cenário eleitoral.

Em nota, a Petrobras afirmou que “monitora diariamente os fundamentos do mercado internacional e possíveis desdobramentos para o mercado brasileiro”. A empresa também disse considerar preços competitivos com alternativas de suprimento e evitar o repasse da volatilidade externa aos preços internos.

A Petrobras havia priorizado o diesel produzido em suas próprias refinarias para reduzir perdas com importações, estratégia associada a recordes de refino no segundo trimestre. Fontes do mercado afirmam que a empresa voltou a importar e projetam que, para setembro, responda por pouco mais de um terço das importações brasileiras do produto.

Até o fim de agosto, os subsídios concedidos às vendas de diesel, gasolina e GLP (gás liquefeito de petróleo) custaram R$ 7,8 bilhões ao contribuinte, segundo os últimos dados disponibilizados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis). O valor pode ser maior por causa de atrasos na liberação dos recursos.

O cenário também é acompanhado pelo mercado internacional. Com a possibilidade de o conflito continuar até 2027, o Goldman Sachs elevou em US$ 5 (R$ 26) por barril a projeção para o fim de 2026. O banco estima risco de o petróleo chegar a US$ 120 (R$ 612) no próximo ano se a interrupção do Estreito de Hormuz persistir. No Brasil, o diesel preocupa por causa do déficit do produto e do aumento da demanda pelo transporte da safra de grãos no segundo semestre.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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