São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Banco Central injeta liquidez com operação cambial de US$ 1 bilhão

Autarquia vendeu dólares à vista e contratou swap reverso em meio a saldo cambial negativo de US$ 6,69 bilhões.

Banco Central injeta liquidez com operação cambial de US$ 1 bilhão

O Banco Central realizou na manhã desta quinta-feira (10) duas operações simultâneas no mercado cambial, em um movimento para injetar liquidez. A autarquia vendeu US$ 1 bilhão em moeda à vista e negociou 20 mil contratos de swap cambial reverso, também equivalentes a US$ 1 bilhão.

O swap reverso tem efeito semelhante à compra de dólares no mercado futuro. A combinação das operações é conhecida entre investidores como “casadão”. Embora aumente a quantidade de dólares disponível para negociação no dia, o impacto teórico sobre a cotação é nulo: o BC vendeu US$ 1 bilhão em uma operação e comprou o mesmo valor na outra.

A operação ocorre após o fluxo cambial registrar saldo negativo. Dados do Banco Central divulgados na quarta-feira (9) mostram déficit de US$ 6,69 bilhões (R$ 34,1 bilhões) desde o começo do mês até a última sexta-feira (4).

Em agosto, a saída líquida chegou a US$ 3,9 bilhões (R$ 19,9 bilhões). O saldo dos investidores estrangeiros no mês ficou negativo em R$ 18,1 bilhões, o pior resultado do ano, conforme os dados da autarquia.

A intervenção desta quinta-feira (10) é a mais recente desse tipo desde 27 de junho, quando o Banco Central também realizou uma operação de US$ 1 bilhão. Analistas afirmam que a autoridade monetária costuma atuar quando identifica desequilíbrios entre oferta e demanda, e não com o objetivo de elevar ou reduzir a cotação do dólar.

No leilão à vista, foram aceitas seis propostas, totalizando US$ 1 bilhão, com diferencial de corte de -0,000300. Na operação de swap reverso, o BC aceitou quatro propostas referentes a 20 mil contratos, igualmente no valor de US$ 1 bilhão, com taxa de corte de 4,6510. Os contratos têm início em 11 de setembro e vencimento em 1º de outubro de 2026.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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