São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Dólar fecha a R$ 5,193 e Ibovespa recua 0,99% em dia de tensão externa

Moeda norte-americana atingiu R$ 5,202, enquanto bolsa terminou aos 183.965,91 pontos em meio à alta dos juros nos EUA e do petróleo.

Dólar fecha a R$ 5,193 e Ibovespa recua 0,99% em dia de tensão externa

O dólar comercial terminou esta quinta-feira (24) cotado a R$ 5,193, com alta de 0,47%, enquanto o Ibovespa caiu 0,99%, aos 183.965,91 pontos. A moeda chegou a R$ 5,202 durante a tarde, no maior nível desde o fim de agosto, e a bolsa encerrou o pregão abaixo dos 184 mil pontos.

O cenário foi influenciado pelo aumento da aversão a risco nos mercados internacionais. Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos subiram em meio às preocupações com a inflação norte-americana e à perspectiva de manutenção de juros elevados pelo Federal Reserve. O Treasury de dez anos alcançou 5,2209% no fim da tarde, ante 5,114% na sessão anterior. O rendimento está acima de 5% ao ano pela primeira vez desde 2007.

A alta do dólar também acompanhou o desempenho da moeda no exterior. O índice DXY, que compara o dólar com uma cesta de seis moedas, avançava 0,14%, aos 101,270 pontos, por volta das 17h.

Atuação do Banco Central

O Banco Central vendeu US$ 1 bilhão em dois leilões de linha simultâneos. Nesse tipo de operação, a autoridade monetária entrega dólares ao mercado com o compromisso de recomprá-los posteriormente, ampliando a oferta da moeda estrangeira e a liquidez.

Na véspera, o BC havia informado que o fluxo cambial brasileiro estava negativo em US$ 7,078 bilhões em setembro até o dia 18. A instituição também divulgou novas projeções econômicas: reduziu de 2% para 1,8% a estimativa de crescimento do PIB em 2026 e projetou expansão de 1,4% em 2027.

O dólar acumulou alta de 0,26% em setembro, mas ainda registra queda de 5,39% no ano. A cotação abriu o dia em R$ 5,16.

Bolsa, contas públicas e petróleo

O Ibovespa oscilou entre a máxima de 186.211,43 pontos e a mínima de 183.834,97 pontos. A elevação dos juros dos títulos americanos reduziu a procura por ativos considerados mais arriscados, sobretudo em mercados emergentes. O avanço do petróleo também aumentou as preocupações com a inflação.

No ambiente doméstico, os investidores acompanharam as projeções para as contas públicas. A Fazenda e o Planejamento passaram a estimar em R$ 16,1 bilhões a necessidade de contenção de despesas, ante R$ 17,9 bilhões. Ao mesmo tempo, a previsão de déficit efetivo para 2026 foi elevada para R$ 80,9 bilhões. O mercado também acompanhou a divulgação de novas pesquisas eleitorais.

O petróleo subiu diante das incertezas nas negociações entre Estados Unidos e Irã e sobre uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz, rota usada no transporte internacional da commodity. O Brent avançou 3,41%, a US$ 106,60 por barril, acumulando alta próxima de 4% na semana e superior a 18% no mês. O WTI subiu 2,65%, a US$ 94,61.

As cotações perderam força durante a tarde após informações sobre possíveis tratativas para um acordo que permita reabrir o estreito. A ausência de definição, porém, manteve a pressão sobre os preços do petróleo, que influenciam as expectativas de inflação e de juros em diferentes economias.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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