A possibilidade de uma escalada militar entre Irã e Estados Unidos voltou a pressionar o mercado de petróleo nesta quinta-feira (24). Um conselheiro do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, advertiu que a guerra poderia avançar “até o Oceano Índico” caso Washington faça um novo ataque contra Teerã.
O barril do Brent do Mar do Norte, referência internacional para entrega em novembro, terminou o dia com alta de 3,41%, a 106,60 dólares. Nos Estados Unidos, o West Texas Intermediate (WTI), também para entrega em novembro, subiu 2,66%, a 94,61 dólares.
A alta perdeu força durante a sessão depois de informações sobre conversas entre negociadores americanos e iranianos. O movimento indicou a reação dos preços a qualquer sinal de possível redução das tensões.
Analistas da Briefing.com avaliaram que a cúpula da ONU nesta semana não produziu avanço relevante nas negociações entre os dois países. Andy Lipow, da Lipow Oil Associates, afirmou que “ambas as partes seguem muito afastadas em questões fundamentais”.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, havia declarado na ONU que a resistência da população do país aumentaria diante das sanções, da pressão e das intimidações. Na véspera, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou “aniquilar” o Irã, mas depois elogiou a retomada do diálogo.
Para Arne Lohmann Rasmussen, da Global Risk Management, a sequência de declarações evidencia a distância entre os governos. As manifestações dos dois lados também mantiveram os temores do mercado, enquanto a possibilidade de negociação limitou a valorização do petróleo.







