São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Banco Central reduz para 1,8% previsão de alta do PIB em 2026

Relatório do Copom mantém em 5,2% a estimativa para a inflação no fim de 2026 e aponta perda de ritmo da atividade econômica.

Banco Central reduz para 1,8% previsão de alta do PIB em 2026

O Banco Central reduziu de 2% para 1,8% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2026. A revisão consta do Relatório de Política Monetária, divulgado nesta quinta-feira (24), que também manteve em 5,2% a estimativa para a inflação no encerramento do ano.

Elaborado pelo Comitê de Política Monetária (Copom), o documento afirma que a inflação deve permanecer acima da meta durante todo o horizonte de projeção, embora tenha desacelerado nos últimos meses.

Atividade econômica

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5% no segundo trimestre deste ano, depois de avançar 1,1% nos três meses anteriores. Os dados iniciais do terceiro trimestre indicam, segundo o Banco Central, que a perda de ritmo continua. Para 2027, a instituição prevê expansão de 1,4%.

Mesmo com a atividade mais fraca, o mercado de trabalho continua aquecido. A taxa de desocupação permaneceu em nível historicamente baixo, enquanto a criação de empregos com carteira assinada seguiu positiva, mas em velocidade menor.

Inflação e política monetária

A inflação acumulada em 12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 4,72% em maio para 4,22% em agosto. O relatório registra que os preços dos serviços continuam pressionados, em um contexto de mercado de trabalho aquecido e hiato do produto positivo.

No cenário de referência do Copom, a inflação acumulada em quatro trimestres deve atingir 4,4% no terceiro trimestre deste ano e subir novamente para 5,2% no fim de 2026. A projeção para o primeiro trimestre de 2028 foi mantida em 3,2%. Embora a estimativa geral tenha permanecido estável em relação ao relatório anterior, o Banco Central informou que a trajetória projetada para os preços ficou mais alta de maneira geral.

O cenário internacional segue incerto, com conflitos armados ainda não resolvidos no Oriente Médio e indefinições sobre as próximas decisões de política monetária das economias avançadas. Na reunião de setembro, o Copom reduziu a taxa Selic para 13,75% ao ano.

Para o Banco Central, o aumento das incertezas, a desancoragem das expectativas e os riscos inflacionários exigem cautela na condução da política monetária.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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