CURITIBA — Os valores do Bolsa Família serão reajustados a partir da folha de outubro. O benefício por integrante passará de R$ 142 para R$ 164, enquanto a parcela destinada a crianças de até sete anos incompletos subirá de R$ 150 para R$ 173.
O reajuste de 15,04% foi anunciado pelo governo na quinta-feira (17). A atualização também alcança o benefício destinado a integrantes que se enquadram em situações específicas, como gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes.
Com as novas regras, o benefício mínimo garantido por família aumentará de R$ 600 para R$ 691. O valor médio estimado passará de R$ 675 para R$ 777. O piso é assegurado pelo Benefício Complementar: quando a soma das parcelas calculadas para uma família fica abaixo de R$ 691, o programa cobre a diferença necessária.
Valores dos benefícios
O Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família, passará de R$ 142 para R$ 164. O Benefício Primeira Infância, destinado a famílias com crianças de zero a sete anos incompletos, subirá de R$ 150 para R$ 173.
O Benefício Variável Familiar, pago por integrante que se enquadre nas situações previstas pelo programa, aumentará de R$ 50 para R$ 58. Já o Benefício Complementar passará a completar a renda familiar até R$ 691, em vez de até R$ 600.
A correção corresponde à inflação acumulada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) entre março de 2023 e agosto de 2026. O Decreto nº 13.120 determina a aplicação desse índice. O decreto produz efeitos financeiros a partir de 1º de outubro.
Não será necessário fazer solicitação para receber os novos valores. A aplicação ocorrerá automaticamente na folha de outubro. Os depósitos começam em 19 de outubro e seguem até o dia 30, conforme o final do NIS.
Quem pode receber
São elegíveis as famílias inscritas no CadÚnico com renda familiar por pessoa igual ou inferior a R$ 218 por mês. O cálculo considera a soma dos rendimentos de todas as pessoas que vivem na mesma casa, dividida pelo número de integrantes.
Além do critério de renda, o programa exige condições relacionadas à saúde e à educação. Entre elas estão o acompanhamento pré-natal para gestantes, a vacinação, o acompanhamento nutricional de crianças menores de sete anos e a frequência escolar mínima prevista para cada faixa etária.
O Bolsa Família é uma iniciativa de transferência de renda que nasceu no Programa Fome Zero em 2003. O pagamento é feito pela Caixa Econômica Federal, enquanto a gestão cabe ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.








