São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Bradesco reduz projeção de crescimento e prevê Selic a 13,25% em 2026

Banco projeta desaceleração da economia, menor consumo e cortes na taxa básica de juros até o fim de 2026.

Bradesco reduz projeção de crescimento e prevê Selic a 13,25% em 2026

O Bradesco reduziu suas projeções para o crescimento da economia brasileira e passou a prever que a Selic encerrará 2026 em 13,25% ao ano. A taxa básica está em 13,75%. Para 2027, a estimativa foi mantida em 11%.

O banco agora espera expansão de 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, abaixo dos 1,9% projetados anteriormente. Para o ano que vem, a previsão caiu de 1,3% para 1%.

A instituição atribui a revisão aos sinais de enfraquecimento do consumo e de perda de ritmo no mercado de trabalho. O Bradesco afirma que o elevado comprometimento da renda das famílias, associado ao endividamento, limita a atividade econômica.

“Existe uma fraqueza do consumo importante”, afirmou Fernando Honorato, economista-chefe do banco. Segundo ele, esse movimento contrasta com a solidez observada no mercado de trabalho e está relacionado ao comprometimento da renda das famílias.

A economista Myriã Bast, superintendente sênior de Pesquisa Econômica do Bradesco, disse que os sinais de desaceleração aparecem primeiro nos setores mais vulneráveis. Conforme a economista, apenas as empresas de grande porte continuam contratando. Ela também citou a queda do rendimento dos trabalhadores informais na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

Mesmo com a piora das projeções para a atividade, o Bradesco considera muito baixa a possibilidade de uma recessão em 2027. A instituição estima que a inflação termine este ano em 4,9%, ante 5% na projeção anterior, e manteve em 4,1% a previsão para o ano que vem.

Para o câmbio, o banco conserva a expectativa de dólar a R$ 5 no fim de 2026 e a R$ 5,20 no encerramento de 2027. Entre os riscos para a inflação, estão o El Niño, o fim da escala 6×1, a alta do petróleo e a reforma tributária. Fernando Honorato afirmou que a alta das commodities é o risco mais concreto.

O Bradesco também trabalha com a hipótese de cumprimento do arcabouço fiscal no ano que vem, ainda que o próximo governo não implemente mudanças. A dúvida, segundo Honorato, é se o mercado considerará suficiente apenas cumprir o arcabouço.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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