NOVA DÉLHI — O Brasil passou a dividir com a Índia a presidência do Comitê Executivo da Coalition for Disaster Resilient Infrastructure (CDRI), organização que apoia governos na preparação de estruturas para eventos climáticos extremos. O mandato da copresidência vai até 2028.
A liderança permite ao país participar da definição das prioridades da coalizão e das discussões sobre adaptação climática e infraestrutura resiliente. A CDRI foi criada em 2019 e reúne 71 membros, entre países, organizações internacionais e instituições financeiras.
Como funciona a governança
A organização tem três níveis de governança. O Conselho Governador reúne todos os países-membros e aprova o orçamento, o plano de trabalho e as decisões estratégicas. Esse órgão se reúne uma vez por ano.
O Comitê Executivo é responsável pelas decisões operacionais e realiza reuniões de três a quatro vezes por ano. Atualmente, a instância é presidida conjuntamente pela Autoridade Nacional de Gestão de Desastres da Índia e pelo embaixador do Brasil em Nova Délhi.
“O Comitê Executivo é o órgão que toma as decisões mais operacionais sobre o funcionamento da coalizão”, afirmou o diretor-geral da CDRI, Amit Prothi. De acordo com ele, é nesse comitê que o Brasil exerce sua liderança ao lado da Índia.
A estrutura também inclui o secretariado da coalizão, formado por cerca de 80 especialistas e sediado na capital indiana. A equipe desenvolve programas, organiza a assistência técnica e define como o apoio será oferecido aos países-membros quando houver solicitação.
Apoio a infraestruturas
A CDRI trabalha com políticas, programas e soluções para aumentar a resistência de estradas, pontes, redes elétricas, hospitais e outras infraestruturas diante de eventos climáticos extremos. As decisões tomadas no Comitê Executivo orientam a ajuda destinada aos países que precisam desse suporte.
Para Prothi, o Conselho Governador concentra as aprovações anuais, enquanto o Comitê Executivo conduz o funcionamento cotidiano da coalizão. A copresidência brasileira ocorre no contexto das discussões do Brics sobre infraestrutura e adaptação climática.








