São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Braskem busca reestruturação de dívida sem mudança de controle pela Petrobras

Magda Chambriard afirma que a estatal não pretende superar 50% das ações com direito a voto nem investir sem outros acionistas.

Braskem busca reestruturação de dívida sem mudança de controle pela Petrobras

A Braskem pediu recuperação extrajudicial em agosto para renegociar US$ 11 bilhões em dívidas. O processo ocorreu depois que a IG4 Capital, nova controladora da petroquímica, chegou a um acordo com credores. A gestora passou a conduzir a administração financeira da empresa e as tratativas sobre os débitos.

A Petrobras manteve 47% de participação na Braskem. Um novo acordo de acionistas ampliou a presença da estatal na gestão operacional, mas não alterou sua posição como acionista. Em abril, a IG4 Capital havia assumido o controle da companhia no lugar da Novonor, nome atual da antiga Odebrecht.

Questionada sobre a possibilidade de a Petrobras fazer um aporte na petroquímica, a presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que a empresa não pretende assumir o controle da Braskem. A declaração foi dada no Rio, após sua participação em uma mesa-redonda da ROG.e, anteriormente chamada Rio Oil & Gas.

“Não está no nosso escopo estatizar a Braskem”, disse Magda. Segundo ela, a Petrobras também não pretende ultrapassar 50% de participação acionária. A executiva afirmou que, em ações com direito a voto, a companhia já possui cerca de 47% e que não planeja ampliar essa fatia.

Com isso, a presidente afastou a possibilidade de um investimento isolado da Petrobras. De acordo com Magda, eventuais recursos precisariam envolver os parceiros e os acionistas da empresa, e não apenas a estatal.

As negociações entre a IG4 Capital e os credores são descritas como difíceis. Os detentores das dívidas buscam reduzir suas perdas e cobram maior participação dos acionistas no financiamento da reestruturação. Uma fonte que não quis se identificar afirmou que a cobrança envolveria um aporte de US$ 3 bilhões pelos acionistas.

Em processos desse tipo, credores podem aceitar trocar parte dos valores a receber por ações. A medida reduz a participação dos acionistas existentes, embora novos aportes possam elevar novamente essa fatia. Nesse cenário, a preocupação da Petrobras é terminar como principal acionista da Braskem após a reorganização societária.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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