São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Credores contestam retomada de aportes da Braskem à subsidiária Bakide

Grupo afirma à Justiça de São Paulo que novos repasses podem colocar em risco créditos incluídos na recuperação extrajudicial da Braskem.

Credores contestam retomada de aportes da Braskem à subsidiária Bakide

Credores da recuperação extrajudicial da Braskem se posicionaram contra o recurso apresentado pela empresa para retomar aportes financeiros à Bakide, subsidiária mexicana também chamada de Braskem Idesa. A manifestação foi enviada à Justiça de São Paulo nesta terça-feira (29).

Para o grupo, a efetivação dos repasses representa risco aos créditos incluídos na recuperação da Braskem no Brasil. Os credores afirmam que a suspensão cautelar apenas interrompe temporariamente novos aportes e obrigações, até que a companhia preste esclarecimentos.

A empresa protocolou o recurso na segunda-feira (28). No documento, apontou possíveis efeitos da restrição sobre a recuperação da Braskem Idesa, como redução da geração de caixa, atrasos no pagamento de salários e fornecedores e deterioração de equipamentos industriais.

Os credores afirmam, porém, que os recursos destinados a atos essenciais para o funcionamento da Bakide não foram suspensos. Eles também rejeitam a alegação da Braskem de que houve violação ao contraditório e à ampla defesa. A empresa sustenta que a operação foi restringida sem manifestação prévia; para o grupo, a lei permite dispensar essa etapa em situações de urgência e risco de dano.

A manifestação não abordou outros pedidos feitos pela Braskem: a retomada da proteção da Braskem Netherlands e da Braskem America Finance contra credores da recuperação extrajudicial e a revogação da nomeação de um administrador judicial. Os credores deverão apresentar contrarrazões em 15 dias, contados da intimação pela Justiça.

Recuperação extrajudicial

A Braskem apresentou o pedido em 24 de agosto, reconhecendo uma dívida de US$ 10,9 bilhões (aproximadamente R$ 56,2 bilhões). A companhia informou ter 39,6% de apoio dos credores sujeitos ao plano.

Segundo a empresa, a reestruturação abrange apenas dívidas financeiras e não altera os pagamentos a fornecedores e funcionários. O pedido é assinado pela Braskem S.A. e por cinco companhias do grupo constituídas no exterior.

O plano contempla o passivo financeiro quirografário sem garantia real da companhia, formado principalmente por empréstimos entre empresas do mesmo grupo, títulos de renda fixa e cartas de crédito.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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