A Braskem reconheceu uma dívida de US$ 10,9 bilhões, aproximadamente R$ 56,2 bilhões, ao protocolar, no final de agosto, um pedido de recuperação extrajudicial. O processo de reestruturação foi citado por analistas do UBS BB como um dos fatores de risco para os acionistas da petroquímica.
De acordo com a empresa, a Justiça aprovou o processamento da recuperação extrajudicial da companhia e de certas controladas. A decisão também ratificou a suspensão, por 120 dias, de todas as execuções em curso contra as requerentes por credores sujeitos à recuperação. O prazo já inclui o desconto dos 60 dias concedidos pela decisão que deferiu a tutela cautelar.
Recomendação para venda
Em relatório enviado a clientes nesta terça-feira (15), Tasso Vasconcellos e João Barichello, do UBS BB, reduziram a recomendação para as ações da Braskem de “neutra” para “venda”. O preço-alvo também foi cortado, de R$ 10,50 para R$ 3,75.
Os analistas afirmaram que a empresa enfrenta dificuldades relacionadas aos spreads, ao endividamento e à reestruturação. Eles também avaliaram que eventuais soluções podem gerar risco relevante de diluição para os acionistas e elevada volatilidade durante o processo.
“Seguimos sem enxergar uma saída fácil para a companhia”, escreveram Vasconcellos e Barichello. Segundo eles, os spreads retornaram, em grande medida, às perspectivas observadas antes do conflito no Oriente Médio. No relatório, os analistas reconheceram que o rebaixamento ocorreu após a forte queda das ações nos últimos três meses e a persistência de condições adversas relacionadas aos spreads e à reestruturação.
As ações da Braskem encerraram a quarta-feira (16) com baixa de 15,16%, a R$ 4,53. Durante o pregão, chegaram a recuar 15,73%. Os papéis não estão listados no Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro.







