São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Economia

Caixa retoma diálogo com sindicatos após rejeição de proposta pelos bancários

Banco suspendeu sanções e não levará a greve nacional ao TST; paralisação continua sem data definida para terminar.

Caixa retoma diálogo com sindicatos após rejeição de proposta pelos bancários
Foto: Divulgação/Agência CLDF

A Caixa Econômica Federal informou à Contraf-CUT, na noite de domingo (13), que vai reabrir a negociação com os bancários e suspender as sanções anunciadas anteriormente. A instituição também desistiu de apresentar dissídio coletivo ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) contra a greve nacional iniciada na quinta-feira (10).

Ainda não há data para a reunião entre o banco e os sindicatos. As agências permanecem paralisadas em todo o país por tempo indeterminado. O principal ponto de divergência é o Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados.

A proposta rejeitada em assembleia previa prêmio de reconhecimento de R$ 3.000 por funcionário, pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) nesta sexta-feira (18) e aumento de 6,5% para 8% no teto de custeio do plano pela Caixa.

Condições do plano de saúde

Pelo texto apresentado, os bancários pagariam entre 2,30% e 4,10% do salário-base, conforme a idade. Também haveria cobrança por dependente, entre R$ 480 e R$ 660, igualmente de acordo com a idade. A proposta estabelecia ainda a elevação do teto de coparticipação anual de R$ 3.600 para R$ 4.800 por grupo familiar e um teto de 9% por grupo família.

A Caixa ofereceu antecipar sua parcela da 13ª mensalidade do plano de saúde de 2028, 2029 e 2030 para ajudar a cobrir o déficit do Saúde Caixa. Também propôs pagar valores referentes ao PAMS (Programa de Assistência Médico-Supletiva) a partir de 2027 e destinar R$ 236 milhões a ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027.

Entre as demais medidas estavam isenção de coparticipação em telemedicina, abertura de adesão de 90 dias para titulares que estão fora do plano, recadastramento anual obrigatório e piso de R$ 50 por beneficiário. A proposta previa ainda grupos de trabalho sobre a eficiência do plano, as três fontes de renda e um modelo para destinar ao Saúde Caixa parte do lucro ligado à produtividade.

Resultado da greve

Os bancários rejeitaram a proposta em assembleia encerrada na noite de sexta-feira. Em São Paulo, Osasco e Região, a maior base da categoria, 68% dos votos foram contrários.

De acordo com o sindicato dos bancários de SP, a Caixa reconheceu, na resposta à Contraf-CUT, a importância da negociação coletiva e afirmou manter canais permanentes de diálogo com as entidades trabalhistas. O banco não se manifestou quando procurado. Em posicionamento anterior, havia dito tentar “construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas”.

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No Banco do Brasil, a paralisação foi parcial e atingiu alguns estados. Em São Paulo, o funcionamento foi normal. A categoria aprovou a proposta do banco e encerrou a greve na sexta-feira, mas o movimento continuava em 18 bases.

Bancários de bancos privados e do Banco do Brasil já tinham o reajuste salarial definido. Nas instituições privadas, a convenção coletiva assinada na quarta-feira (9) garantiu reajuste acima da inflação para cerca de 500 mil bancários. O mesmo percentual será aplicado ao vale-alimentação, vale-refeição e auxílio-creche.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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