São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Centro de terras raras em Poços de Caldas recebe financiamento do BNDES

Projeto da Viridis terá unidade piloto para produzir Carbonato Misto de Terras Raras e testar o processamento de argilas iônicas.

Centro de terras raras em Poços de Caldas recebe financiamento do BNDES

O Projeto Colossus, da Viridis Mineração, avançará com financiamento de R$ 77,5 milhões aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A primeira fase prevê a implantação do Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR) no município mineiro.

A estrutura será usada para produzir, em escala piloto, Carbonato Misto de Terras Raras e desenvolver e otimizar rotas tecnológicas para o processamento de argilas iônicas encontradas na região. O CPTR também inclui uma unidade piloto e atividades de validação tecnológica da rota de processamento, informou o BNDES.

Cronograma e financiamento

A implantação da planta industrial do projeto está prevista para começar no primeiro trimestre de 2027. A operação deve ser iniciada ao fim de 2028.

Os recursos foram aprovados pelo programa BNDES Mais Inovação, dentro de uma chamada pública do BNDES e da Finep lançada em 2025. A seleção é voltada a iniciativas da cadeia de minerais estratégicos associados à transição energética e à descarbonização.

O diretor-geral da Viridis, Rafael Moreno, afirmou que a linha de crédito tem prazo de 16 anos e custo indicativo atual de cerca de 4,8%. Para ele, a condição “representa uma condição de captação extremamente atrativa”. O financiamento se soma a US$ 154 milhões captados pela empresa em capital próprio e reforça sua posição financeira para buscar o restante do financiamento sênior necessário ao Projeto Colossus.

Projeto em Minas Gerais

A Viridis Mineração é subsidiária integral da australiana Viridis Mining and Minerals. A empresa detém 100% dos direitos de pesquisa e lavra do Projeto Colossus IAC (Ionic Adsorption Clay), em Poços de Caldas.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que o investimento busca estimular a produção nacional de terras raras e contribuir para posicionar o Brasil como fornecedor estratégico global de minerais críticos ligados à transição energética. Segundo ele, o projeto também deve apoiar o ecossistema de inovação local e a cadeia nacional de fornecedores, com geração de empregos qualificados.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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