São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Dólar fecha em baixa após reação ao reajuste do Bolsa Família

Moeda encerra o dia a R$ 5,1393, enquanto Ibovespa avança; analistas atribuem recuperação ao ambiente externo favorável.

Dólar fecha em baixa após reação ao reajuste do Bolsa Família

O dólar fechou esta quinta-feira, 17, em queda de 0,23%, a R$ 5,1393, após oscilar entre R$ 5,1258 e R$ 5,1768. A moeda chegou a subir depois do anúncio de reajuste de 15% no Bolsa Família, mas perdeu força durante a tarde e terminou abaixo de R$ 5,15. Na semana, acumula alta de 0,27%.

Operadores associaram a recuperação do real ao maior apetite por risco no exterior, à queda dos preços do petróleo e à redução dos juros futuros globais. Também avaliaram que o aumento do benefício não deve alterar de maneira expressiva as expectativas sobre a eleição presidencial.

“O dólar estava em baixa antes do anúncio do Bolsa Família e apenas retomou essa tendência à tarde, mas sem a mesma intensidade”, afirmou Fernando César, operador sênior da corretora AGK. Segundo ele, investidores desmontaram posições defensivas adotadas antes das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

O Federal Reserve elevou a taxa básica americana em 0,25 ponto porcentual, para a faixa entre 3,75% e 4% ao ano. No Brasil, o Comitê de Política Monetária reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual, para 13,75% ao ano, e manteve aberta a possibilidade de novos cortes.

O índice DXY, que acompanha o dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, ficou próximo da estabilidade, em torno de 100,200 pontos. O indicador sobe mais de 1% na semana e quase 2% no ano. O Brent para novembro recuou 0,95%, a US$ 104,82, mas acumula alta de quase 14% no mês e de mais de 70% no ano.

O Ibovespa terminou o pregão com alta de 0,24%, aos 185 992,03 pontos, depois de alcançar 186.885,23 pontos. O giro foi de R$ 18 bilhões. O índice cai 0,65% na semana, mas acumula alta de 4,83% no mês e de 15,4% no ano.

O reajuste do Bolsa Família elevou o piso de R$ 600 para R$ 691 e entra em vigor em outubro. O Ministério da Fazenda estima impacto de R$ 22,7 bilhões por ano nas contas públicas em 2027 e 2028, além de R$ 5,8 bilhões em 2026.

Após a pressão inicial, os juros futuros recuaram. O contrato de Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2027 caiu de 13,588% para 13,555%. O DI para janeiro de 2029 passou de 13,903% para 13,82%, enquanto o contrato para janeiro de 2031 recuou de 14,116% para 14,04%.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5