SÃO PAULO — O dólar terminou a sessão desta segunda-feira, 28, cotado a R$ 5,2265, após alta de 0,86%. A moeda superou R$ 5,22 durante a manhã e fechou no maior nível desde 30 de março. Em setembro, acumula valorização de 0,90%, depois de subir 2,16% em agosto.
A pressão sobre o real veio principalmente do exterior. O impasse entre Estados Unidos e Irã sobre o encerramento do conflito no Oriente Médio e a reabertura do Estreito de Ormuz manteve o petróleo em patamar elevado. Ao mesmo tempo, dados fortes de atividade nos Estados Unidos e declarações de dirigentes do Federal Reserve elevaram os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e reduziram a procura por moedas de países emergentes.
“A expectativa de mais aumento de juros pelo Fed levou a um fortalecimento do dólar frente a todas as outras moedas nos últimos dias”, afirmou o economista Fabrizio Velloni. Segundo ele, as preocupações com a inflação também envolvem migração, mão de obra e tarifas.
Mercado brasileiro
A cautela com as eleições presidenciais e com medidas recentes do governo, incluindo o reajuste do Bolsa Família e a proibição das bets, também influenciou os negócios. O real, porém, teve perdas menores que outras moedas latino-americanas.
No mercado acionário, o Ibovespa recuou 0,26%, aos 182.991,13 pontos, com giro financeiro de R$ 18 bilhões. Foi o quarto pregão consecutivo de baixa. O índice acumula alta de 3,14% no mês e de 13,57% no ano.
O índice S&P/B3 Ibovespa VIX, que mede a volatilidade esperada para os próximos 30 dias, subiu 4,29%. A curva de juros futuros também avançou. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 passou a 13,565%, ante 13,548% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 subiu a 13,89%, e o de janeiro de 2031, a 14,05%.
No exterior, o petróleo Brent para dezembro fechou em alta de 0,4%, a US$ 97,83 o barril, abaixo de US$ 100. A commodity oscilou durante o dia diante das negociações entre Washington e Teerã e das restrições à navegação no Estreito de Ormuz.








