São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Juiz eleitoral pede análise do MPE sobre prisão de servidor da Secom

Campanha de Flávio Bolsonaro acusa George Marques de divulgar informação falsa sobre Nossa Senhora Aparecida; juiz deu 24 horas ao Ministério Público Eleitoral.

Juiz eleitoral pede análise do MPE sobre prisão de servidor da Secom

O juiz Wagner Pessoa Vieira, do Juízo das Garantias da Justiça Eleitoral, determinou que o Ministério Público Eleitoral se manifeste em 24 horas sobre o pedido de prisão preventiva de George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

A medida foi solicitada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, em uma notícia-crime. A representação pede a apuração de possíveis crimes de divulgação de fato sabidamente inverídico durante o período eleitoral, associação criminosa e incitação ao crime.

O caso começou após a circulação, na noite de 23 de setembro, de uma afirmação de que Flávio Bolsonaro retiraria o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida se fosse eleito. O candidato nega a declaração. A campanha afirma que George Marques ajudou a manter o conteúdo em circulação ao republicar postagens sobre o tema.

Entre os materiais atribuídos ao servidor está o compartilhamento de uma mensagem que orientava o público a desconsiderar retratações da imprensa, manter o assunto em evidência e continuar afirmando que a santa havia sido atacada. O texto também mencionava a intenção de levar a informação aos interiores das regiões Norte e Nordeste.

Medidas solicitadas

Além da prisão preventiva, a campanha pediu a abertura de investigações e uma operação de busca e apreensão contra George Marques. Como alternativa à prisão, sugeriu o afastamento dele das funções públicas e a proibição de acesso às redes sociais.

Antes de decidir, o juiz pediu que o Ministério Público Eleitoral avalie se o caso é de natureza eleitoral, informe se existem apurações em andamento e analise o cumprimento dos requisitos legais para as medidas cautelares. Sobre a prisão, o órgão deverá dizer se apoia a providência e indicar os elementos que poderiam justificá-la. Também deverá examinar a possibilidade de preservação dos dados e conteúdos digitais relacionados às postagens.

Em nota, a Secretaria de Comunicação Social contestou as alegações da campanha e classificou o pedido de prisão como arbitrário e injusto. A secretaria afirmou que Flávio Bolsonaro distorce a realidade ao atribuir responsabilidade ao Governo Federal por uma republicação feita por George Marques em perfil privado, fora do horário de trabalho, com recursos próprios e de forma pessoal.

A Secom também declarou preocupação e repúdio ao patrulhamento e à censura contra a população e reafirmou o compromisso do Governo Federal com a liberdade religiosa e de expressão.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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