O dólar renovou a máxima ante outras moedas nesta quarta-feira, 23, com o índice DXY a 100,961 pontos. No mercado à vista, a moeda americana avançava 0,73%, cotada a R$ 5,1404, às 9h35. Os juros futuros também subiam, depois de encerrarem a sessão anterior em baixa.
A valorização global do dólar e a alta dos rendimentos dos Treasuries pressionam o real. O movimento ocorre diante das expectativas de novas elevações dos juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.
Eleição e risco fiscal
No mercado brasileiro, investidores repercutem a pesquisa Atlas/Bloomberg, que aponta empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno. Lula aparece com 47,7%, contra 47,4% de Flávio Bolsonaro. Nos votos válidos, os percentuais são de 50,2% e 49,8%, respectivamente.
No 1º turno, Lula marca 45,8% e Flávio, 43,4%. Os dois avançaram 1,7 ponto, e a diferença entre eles ficou em 2,4 pontos. Juntos, passaram de 85,8% para 89,2%.
O UBS GWM identifica eleição disputada, deterioração fiscal e juros globais estruturalmente altos como fatores que mantêm elevado o prêmio de risco no Brasil. A instituição considera atraentes apenas títulos indexados à inflação e ativos globais para reduzir os riscos eleitoral e fiscal.
A queda dos preços do petróleo atua em sentido contrário à alta do dólar. O recuo é associado à possibilidade de desescalada do conflito no Oriente Médio, embora um ataque a um cargueiro no Estreito de Ormuz tenha deixado o navio em chamas e à deriva, com dois feridos. Toda a tripulação foi retirada.
A Rússia também voltou a atacar Kiev com drones nesta quarta-feira, horas antes de Volodimir Zelenski discursar para líderes mundiais na Assembleia Geral da ONU. No cenário doméstico, o IPC-S subiu 0,52% na 3ª quadrissemana de setembro, após alta de 0,49% na 2ª prévia. A mediana do IPCA 2026 passou de 4,90% para 4,92%, segundo o Focus.








