São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Fed eleva juros nos EUA, mas dólar encerra sessão a R$ 5,1514

Moeda americana recuou 0,07% no fechamento, após alcançar R$ 5,1664 durante a tarde; real foi favorecido por fatores domésticos.

Fed eleva juros nos EUA, mas dólar encerra sessão a R$ 5,1514

O Federal Reserve elevou a taxa básica de juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto porcentual, para a faixa entre 3,75% e 4%, e reforçou a preocupação com a inflação. Mesmo com a valorização do dólar no exterior durante boa parte da sessão, a moeda americana terminou o dia em baixa diante do real.

O dólar à vista fechou a R$ 5,1514, com recuo de 0,07%. A cotação chegou a R$ 5,1664, acompanhando a máxima do dólar no exterior, e atingiu R$ 5,1372 pela manhã. Nos três primeiros pregões da semana, a moeda acumula alta de 0,51%. Em setembro, cai 0,55%, depois de subir 2,16% no mês passado. No ano, a queda é de 6,15%.

Eleição e fluxo cambial

Operadores avaliaram que o real esteve entre as divisas mais líquidas de melhor desempenho, ao lado do peso chileno. A perspectiva de aumento das chances de vitória de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, foi apontada como um dos fatores de sustentação da moeda brasileira.

Também contribuíram a manutenção do petróleo acima de US$ 100, apesar da queda de mais de 3% nas cotações, e a melhora do fluxo cambial na segunda semana de setembro, mostrada em dados do Banco Central brasileiro.

Para Reginald Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, o comportamento do real está mais relacionado às expectativas eleitorais do que ao ambiente externo. Ele afirmou que houve uma piora momentânea, mas que o quadro continuava favorável à moeda brasileira.

Sinais do Federal Reserve

As projeções dos dirigentes do Fed indicaram crescimento maior, queda do desemprego e inflação acima da meta. Doze dirigentes projetaram a taxa básica entre 4% e 4,25% no fim de 2026, o que representa uma alta adicional de 0,25 ponto ainda em 2026.

O presidente do Fed, Kevin Warsh, disse que, diante de uma economia em fortalecimento e de uma situação “mais ou menos de pleno emprego”, o banco central americano “pode se dar o luxo” de concentrar esforços na meta de inflação.

O índice DXY, que acompanha o dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,65% perto do fim da tarde, a 100,265 pontos, após superar 100,300 pontos. A taxa da T-note de 2 anos avançou mais de 15 pontos-base e chegou a 4,73%.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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