São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Atuação do Banco Central e cenário eleitoral influenciam queda do dólar

Moeda encerrou o dia a R$5,1013, enquanto pesquisa mostrou Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula em empate técnico.

Atuação do Banco Central e cenário eleitoral influenciam queda do dólar

A atuação do Banco Central e a repercussão de uma pesquisa eleitoral marcaram a sessão desta quinta-feira (10), quando o dólar à vista caiu 0,20% e fechou a R$5,1013. Com o resultado, a moeda passou a acumular baixa de 7,06% no ano.

No início do pregão, o Banco Central realizou duas operações simultâneas: vendeu US$1 bilhão no mercado à vista e ofereceu 20.000 contratos de swap cambial reverso, também no valor de US$1 bilhão. Conhecidas como “casadão”, as operações têm efeito, em tese, nulo sobre as cotações, pois combinam a venda de dólares no mercado à vista com a compra da moeda no mercado futuro.

Mais tarde, o BC vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolar o vencimento de 1º de outubro. As operações deram liquidez ao mercado, mas não alteraram as cotações.

A moeda chegou a atingir R$5,1472, com alta de 0,70%, às 10h59. Às 11h58, antes da divulgação da pesquisa, alcançou a mínima de R$5,0824, queda de 0,57%. No fim da manhã, especulações sobre o resultado eleitoral passaram a influenciar as negociações.

Às 14h30, a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg apontou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 46,4% das intenções de voto em um segundo turno, ante 46,2% de Luiz Inácio Lula da Silva. A margem de erro é de 1 ponto percentual, o que caracteriza empate técnico, embora Flávio apareça numericamente à frente.

O dólar futuro para outubro, o contrato mais negociado no mercado brasileiro, recuava 0,04% às 17h05, cotado a R$5,1260 na B3. No mercado de predição Polymarket, Flávio registrava 53% das apostas de vitória no fim da tarde, contra 44% de Lula.

Mercado internacional

A queda ante o real ocorreu enquanto o dólar avançava diante da maior parte das divisas no exterior. O movimento internacional foi acompanhado pela alta dos rendimentos dos Treasuries e pela valorização do petróleo Brent, que superou US$107 o barril.

No Iêmen, os houthis, alinhados ao Irã, assumiram o controle do porto de Mocha. O tráfego no Estreito de Ormuz permaneceu restrito, em meio à intensificação dos ataques a petroleiros nos últimos dias.

Às 17h08, o índice do dólar subia 0,31%, aos 99,084 pontos. O indicador mede o desempenho da moeda norte-americana ante uma cesta de seis divisas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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