São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Payroll nos EUA impulsiona dólar, que fecha a semana em queda de 1,27%

Moeda americana subiu 0,50% nesta sexta-feira (4), mas terminou o período cotada a R$ 5,1300 após oscilar entre R$ 5,1012 e R$ 5,1422.

Payroll nos EUA impulsiona dólar, que fecha a semana em queda de 1,27%

O dólar à vista encerrou a semana com queda de 1,27%, apesar da alta registrada nesta sexta-feira (4). A moeda americana avançou 0,50% no mercado à vista e terminou o dia cotada a R$ 5,1300. Durante a sessão, oscilou entre R$ 5,1012 e R$ 5,1422.

A divulgação do payroll de agosto nos Estados Unidos deu impulso à moeda americana, que perdeu força ao longo do pregão, mas permaneceu em alta ante o real e a maioria das moedas mais líquidas. O euro comercial subiu 0,37%, para R$ 5,9579.

Perto das 17h20, o índice DXY, que acompanha o dólar diante de uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, avançava 0,23%, aos 99,140 pontos.

Eleição e desempenho do real

A semana foi marcada por ajustes depois de um período mais favorável aos ativos locais. Operadores de câmbio consideram improvável um movimento construtivo muito mais amplo para o real. A disputa eleitoral mais acirrada esteve entre os fatores associados à melhora do humor no início da semana.

O Wells Fargo afirmou que o foco do mercado deve continuar nas novas pesquisas eleitorais. Para o banco, os levantamentos podem confirmar uma disputa mais competitiva e reforçar a expectativa de valorização do real. Em nota, a instituição disse que a tendência de uma corrida apertada aparece em praticamente todas as pesquisas recentes.

O banco afirmou ainda que o mercado tem analisado diferentes cenários eleitorais e formas de se posicionar antes da eleição. Segundo a instituição, mantém uma posição comprada em real contra o dólar desde 19 de agosto, em contraste com o consenso de apostar contra a moeda brasileira diante da incerteza eleitoral.

O Wells Fargo também citou a atividade econômica fraca e a possibilidade de o Banco Central continuar reduzindo os juros em movimentos de 0,25 ponto percentual. A instituição mencionou ainda o comportamento das commodities e a exposição do Brasil ao petróleo bruto como fatores de suporte às contas externas e ao real.

Já estrategistas do J.P.Morgan disseram que o carry foi fundamental para o desempenho da moeda brasileira. Apesar dos juros elevados, avaliaram que o real segue frágil às vésperas da eleição, com posições compradas acima dos níveis observados antes de eleições anteriores, conforme dados da IMM e pesquisa J.P. Morgan EM Client Survey.

O banco também registrou melhora nos risk reversals de dólar/real antes de Flávio Bolsonaro reduzir a vantagem para Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas. Para a instituição, a mudança tornou estratégias de opções baseadas na assimetria da volatilidade implícita mais atraentes do que operações de venda direta de volatilidade.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5