O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) prejudica a economia e aumenta a instabilidade no país. Em entrevista, ele também declarou que o mercado tem preconceito contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durigan disse que o Judiciário deve preservar sua independência em relação aos demais poderes e atuar de forma harmônica. Para o ministro, o Supremo precisa ampliar sua credibilidade e dar mais transparência aos processos, sem selecionar quais informações serão divulgadas.
“Atrapalha a economia, atrapalha a credibilidade do investidor estrangeiro”, afirmou Durigan. Segundo ele, a situação aumenta a imprevisibilidade para quem investe no país.
Questionado sobre a existência de preconceito entre o mercado e outros setores contrários ao PT, o ministro respondeu que esse sentimento está presente apenas no mercado. Ele afirmou que não pretende governar para atender aos interesses desse grupo, mas quer responder às suas preocupações.
Durigan também contestou a ideia de que governos de direita ou centro-direita sejam necessariamente mais responsáveis do que uma gestão de centro-esquerda. Ao tratar das contas públicas, reiterou o compromisso com a responsabilidade fiscal e disse que poderá aprofundar medidas nessa área em um possível próximo mandato.
Entre as medidas mencionadas estão o controle maior dos gastos obrigatórios e a revisão de programas sociais. O ministro afirmou, porém, que não pretende fazer uma mudança brusca na condução do governo e que os princípios da gestão serão mantidos.








