São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Política

Ceuta amplia acolhimento após entrada em massa de migrantes

Autoridades espanholas tentam acomodar quem permanece no território, enquanto moradores protestam e migrantes denunciam agressões xenófobas.

Ceuta amplia acolhimento após entrada em massa de migrantes

Entre 5.000 e 8.000 migrantes continuam em Ceuta depois que mais de 70 mil pessoas entraram no território ao cruzar a fronteira a nado, no fim de julho de 2026. A maior parte retornou ao Marrocos. O líder de Ceuta, Juan Jesús Vivas, estimou na sexta-feira que 13 mil ainda permaneciam no enclave, mas o governo espanhol não confirmou oficialmente esse número.

As autoridades inauguraram no domingo (13) um centro de acolhimento com capacidade para 864 migrantes. O governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez tenta concentrar as pessoas que continuam no território nesses espaços. Atualmente, há cerca de 4.300 vagas, e a meta é ampliar a capacidade para 6.000.

A chegada em massa, ocorrida um mês e meio antes, deixou dezenas de mortos e desaparecidos. Desde então, moradores realizam manifestações quase diariamente e reclamam da presença de migrantes em praias, parques públicos, terrenos baldios e outros pontos da cidade. Parte da população afirma sentir medo e não suportar mais a sensação de insegurança. Os migrantes relatam atos xenófobos e agressões.

Retornos e pedidos de proteção

Ángel Víctor Torres, ministro da Política Territorial e Memória Democrática da Espanha e responsável por coordenar a resposta do governo, informou que 5.321 pessoas haviam retornado “voluntariamente” ao Marrocos desde 10 de agosto. A informação foi divulgada em 13 de setembro.

As autoridades também identificaram os migrantes que permaneceram por várias semanas em Ceuta para verificar quem tinha direito ao asilo. Menores desacompanhados não podem ser expulsos. De acordo com Torres, 90 pessoas desistiram dos pedidos de proteção internacional, enquanto quase mil aguardavam o registro necessário para concluir os procedimentos de retorno.

O governo espanhol pretende reduzir as tensões antes de analisar os pedidos, mas a estratégia não tranquilizou a população local.

Na quinta-feira (10), o Marrocos negou ter responsabilidade pelo fluxo migratório para Ceuta. Em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores do país, o governo afirmou: “Nenhum dado, fato ou relatório estabelece qualquer envolvimento das autoridades marroquinas”. Também disse que não aceitará servir de “bode expiatório” para disputas políticas na Espanha.

Ceuta e Melilla são os dois únicos territórios da União Europeia com fronteira terrestre com a África.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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