São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Weber cobra devolução de migrantes e alerta Marrocos sobre crise em Ceuta

Líder do PPE relacionou a instabilidade na fronteira a possíveis impactos nos acordos entre a União Europeia e Marrocos.

Weber cobra devolução de migrantes e alerta Marrocos sobre crise em Ceuta

O líder do Partido Popular Europeu (PPE), Manfred Weber, cobrou de Marrocos a devolução dos migrantes que entraram irregularmente em Ceuta e alertou para possíveis consequências caso a fronteira com a cidade não seja estabilizada. Cerca de 80 mil pessoas chegaram à exclave espanhola no final de julho, e mais de 3 mil permaneciam nas ruas da cidade durante a visita do dirigente europeu.

Weber esteve em Ceuta acompanhado de Alberto Núñez Feijóo, líder da oposição espanhola, e de Juan Jesús Vivas, presidente da cidade. Ele foi o primeiro alto responsável da União Europeia a visitar o local desde o início da crise, em meio à pressão sobre o governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez.

“Se não conseguirmos estabilizar as nossas fronteiras, haverá consequências evidentes. Não há qualquer dúvida”, afirmou Weber. O líder do PPE associou a possibilidade aos acordos comerciais, à cooperação em segurança e a outros temas relevantes da relação entre a União Europeia e Marrocos, mas não detalhou quais medidas poderiam ser adotadas.

Repatriações e disputa política

Madrid enfrenta dificuldades para concluir os retornos, enquanto as autoridades marroquinas ainda não repatriaram todos os seus nacionais. Weber reiterou que todos os migrantes que entraram ilegalmente deveriam ser enviados de volta a Marrocos. A Comissão Europeia também apoia essa posição.

A ministra da Juventude da Espanha, Sira Rego, afirmou na segunda-feira que a maioria dos menores desacompanhados retidos em Ceuta permanecerá no país, conforme a legislação nacional. A decisão provocou reação da oposição de direita, que defende o envio de todos os que entraram na cidade para Marrocos.

Weber também criticou a condução da crise por Sánchez. “Julgo que em poucos países da UE uma situação destas teria durado mais de cinco semanas”, disse. Ele afirmou ainda que o governo espanhol havia recebido advertências antes do incidente.

Um relatório policial divulgado no início de setembro indicou que forças marroquinas poderiam ter incentivado a entrada de migrantes em Ceuta. O ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, determinou que a polícia esclarecesse as alegações, que entram em conflito com a descrição de uma cooperação de confiança entre Madrid e Rabat.

Marrocos poderia receber mais financiamento para controle de fronteiras e gestão migratória em um acordo de parceria aguardado com Bruxelas. A conclusão do acordo foi suspensa após o início da crise.

Weber também questionou o plano espanhol de regularização para migrantes irregulares que tenham vivido continuamente no país durante pelo menos cinco meses antes de 1 de janeiro de 2026. Quase 1,2 milhões de pessoas solicitaram autorização de residência pelo programa.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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