MATA DE SÃO JOÃO (BA) — O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o reajuste de 15% do Bolsa Família não representa aumento real de despesa. Segundo ele, a correção foi feita para acompanhar a inflação e recompor o poder de compra dos beneficiários.
“Reajuste do Bolsa Família foi pela inflação, não foi real”, disse Durigan. O ministro afirmou que a prioridade do governo para a melhora das contas públicas não muda por causa do programa.
Durigan também atribuiu a redução no número de beneficiários a uma revisão cadastral e ao cruzamento de informações. De acordo com ele, na transição de 2022 para 2023, o programa chegou a 21,9 milhões de beneficiários. O Bolsa Família encerrou 2025 com 18,7 milhões de famílias, abaixo do pico registrado na mudança de governos.
“Saímos de 22 milhões, fomos para 18,7”, declarou. Na avaliação do ministro, mais de 2 milhões de beneficiários deixaram o programa por causa da melhora de renda e da entrada no mercado de trabalho.
Empregos e apostas online
O ministro afirmou que 91% dos empregos gerados no ano passado foram ocupados por pessoas que deixaram o Bolsa Família e ingressaram no mercado formal. Para ele, a organização dos cadastros e a verificação periódica das informações contribuíram para esse movimento.
Durigan também disse que o Ministério da Fazenda trabalha para endurecer as regras aplicadas às apostas online. A agenda inclui tributação mais rígida, prevenção à lavagem de dinheiro e medidas de proteção ao consumidor, com atenção a crianças e adolescentes.
Segundo o ministro, o setor se expandiu nos últimos quatro anos, período em que as empresas puderam operar com autorização legal, mas sem regulamentação. A equipe econômica, afirmou, busca estabelecer regras para reduzir problemas como vício e impactos na saúde mental.







