São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Durigan relaciona revisão de gastos obrigatórios à redução dos juros

Ministro da Fazenda defende manter o arcabouço fiscal, com ajustes, e pede serenidade durante o ciclo eleitoral de 2026.

Durigan relaciona revisão de gastos obrigatórios à redução dos juros

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira, 14, que a redução dos gastos obrigatórios deve integrar o esforço para criar condições de juros mais baixos no País. Ele também relacionou um ambiente econômico mais favorável à estabilidade política e à previsibilidade fiscal.

Durante um seminário da Esfera, Durigan disse que a equipe econômica avançou com a criação de gatilhos de contenção de despesas obrigatórias a partir do ano que vem. Na avaliação dele, a medida ainda é limitada, mas ajuda a indicar uma trajetória de melhora do equilíbrio das contas públicas.

“Temos que continuar revendo o gasto obrigatório e olhar para que o Brasil siga crescendo. As duas coisas são importantes”, afirmou.

Regra fiscal e contas públicas

O ministro voltou a defender a manutenção do atual arcabouço fiscal, com aperfeiçoamentos, em vez de sua substituição a cada ciclo. Segundo Durigan, a regra produziu impacto fiscal neutro de 2024 a 2026 e deve ser fortalecida para dar previsibilidade à política econômica.

A estratégia, de acordo com ele, precisa combinar responsabilidade fiscal e um projeto de desenvolvimento. A consolidação do arcabouço e o avanço no ajuste das contas públicas, afirmou, são necessários para diminuir a pressão sobre a taxa de juros e melhorar o ambiente de investimento.

Durigan também associou a queda dos juros a um conjunto formado por estabilidade institucional, revisão dos gastos obrigatórios e previsibilidade fiscal. Ele declarou que o Brasil terá juros civilizados quando esses fatores estiverem presentes.

Eleições de 2026

Ao comentar o ciclo eleitoral, o ministro pediu tranquilidade nas eleições de 2026 e defendeu o reconhecimento do resultado das urnas. Para ele, a estabilidade institucional influencia a confiança, o investimento e a dinâmica econômica.

“As eleições precisam passar com tranquilidade, não dá para ter quebra-quebra; tem que ter reconhecimento do resultado”, disse Durigan. Ele acrescentou que as instituições devem garantir um ambiente de respeito ao resultado eleitoral, reduzindo incertezas e custos financeiros.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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