O Banco do Nordeste (BNB) deverá direcionar R$ 60,9 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) a projetos produtivos em 2027. O montante ficará 15,9% acima da programação de 2026, com prioridade para iniciativas na região Nordeste.
A destinação dos recursos foi discutida na terça-feira (8) pelo secretário nacional de Inclusão Socioprodutiva, Artesanato e Microempreendedor Individual, Danilo Cabral, e pelo presidente do BNB, Paulo Câmara. O encontro tratou de estratégias para tornar mais efetiva a aplicação do fundo e estreitar a interlocução entre o Ministério do Empreendedorismo (MEMP) e o banco.
Do orçamento total do FNE, 62%, equivalentes a R$ 37,8 bilhões, deverão ser aplicados em portes prioritários. A previsão inclui micro e pequenas empresas e beneficiários do microcrédito produtivo.
A região Nordeste reúne atualmente mais de 4 milhões de registros econômicos de Microempreendedores Individuais (MEIs), Microempresas (MEs), Empresas de Pequeno Porte (EPPs) e artesãos. Os MEIs somam 2,7 milhões desse total, o equivalente a 65,9%.
“O Nordeste é um dos maiores polos de economia criativa e empreendedora do país, e o FNE é uma ferramenta crucial de fomento”, afirmou Danilo Cabral. Para o secretário, os recursos devem alcançar pequenos e microempresários.
Na reunião, os gestores também abordaram a adesão do BNB, no mês passado, ao Programa Contrata + Brasil, plataforma do Governo Federal voltada à contratação de MEIs. Com a assinatura do termo, cerca de 300 agências do banco passarão a oferecer serviços diretos aos microempreendedores.







