São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Páginas falsas mais que dobram e puxam alta nas fraudes digitais no Brasil

Levantamento da Serasa Experian identificou mais de 50,7 milhões de mensagens fraudulentas e 20.840 ocorrências no primeiro semestre de 2026.

Páginas falsas mais que dobram e puxam alta nas fraudes digitais no Brasil

Páginas falsas foram o tipo de fraude que mais cresceu no Brasil no primeiro semestre de 2026, com alta de 107,1% em relação ao mesmo período de 2025. A Serasa Experian encontrou, em média, mais de 20 sites fraudulentos por dia no período.

Mesmo com esse avanço, os anúncios falsos concentraram a maior parcela das ameaças identificadas. Eles somaram mais de 12,9 mil ocorrências entre janeiro e junho, ou mais de 70 por dia, e cresceram 19,5% na comparação anual. Esse tipo representou 62% do total, seguido por perfis falsos, com 19%, e páginas falsas, com 18%.

Ao todo, o levantamento contabilizou 20.840 anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos nos seis primeiros meses de 2026. O resultado foi 27,2% superior ao registrado nos seis primeiros meses de 2025.

Mensagens e grupos fraudulentos

A análise também identificou mais de 50,7 milhões de mensagens associadas a golpes entre janeiro e junho de 2026. O volume correspondeu a uma média de 3,2 mensagens fraudulentas por segundo. Foram encontrados ainda 2,1 mil grupos de troca de mensagens ligados à circulação de conteúdos fraudulentos.

Para Rodrigo Sanchez, diretor de Autenticação e Prevenção a Fraude da Serasa Experian, uma tentativa pode começar em uma mensagem ou anúncio e seguir para um perfil ou site falso. Nesses ambientes, os criminosos podem pedir informações pessoais ou pagamentos.

Recomendações

A Serasa Experian orienta o consumidor a desconfiar de ofertas com valores muito abaixo do mercado, não abrir links de origem desconhecida e verificar o endereço eletrônico antes de informar dados ou realizar pagamentos. A recomendação é entrar diretamente nos sites e aplicativos oficiais, sem usar links recebidos por mensagens ou redes sociais.

Em marketplaces, é indicado consultar o histórico, a reputação e as avaliações do vendedor. Senhas e códigos de acesso devem ser mantidos nos canais oficiais. Já pedidos de transferência de dinheiro atribuídos a amigos ou familiares precisam ser confirmados por outro meio.

Também são recomendadas a atualização de dispositivos e aplicativos, a adoção de senhas fortes e a ativação da autenticação em múltiplos fatores. Para empresas, a orientação é monitorar anúncios, perfis, páginas e aplicativos que usem suas marcas de forma indevida e combinar diferentes tecnologias e camadas de proteção para detectar ameaças antes do contato com consumidores.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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