São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Google limita acesso ao Gemini 4 Argon antes de lançamento público

Modelo mais potente da empresa será avaliado por especialistas em cibersegurança e pelo governo dos Estados Unidos.

Google limita acesso ao Gemini 4 Argon antes de lançamento público

O Google informou nesta quarta-feira (30) que restringirá inicialmente o acesso ao Gemini 4 Argon, seu modelo de inteligência artificial mais potente. A ferramenta será disponibilizada apenas a um grupo selecionado de especialistas em cibersegurança, como medida para reduzir o risco de uso indevido por hackers.

A empresa também concederá voluntariamente acesso antecipado ao governo dos Estados Unidos. Antes de liberar o modelo ao público em geral, o Google pretende reunir avaliações dos especialistas sobre seu funcionamento e seus riscos.

Koray Kavukcuoglu, arquiteto-chefe de IA do Google, afirmou em uma publicação no blog da empresa que o lançamento seguirá uma implementação gradual. “Disponibilizar com segurança recursos de ponta desse nível exige uma abordagem gradual”, escreveu.

O Gemini 4 Argon foi apresentado como uma ferramenta voltada a tarefas complexas de engenharia de software, trabalhos jurídicos e financeiros e defesa cibernética. Segundo o Google, o modelo também consegue detectar e corrigir falhas críticas de software.

Estratégia de avaliação

A decisão segue uma estratégia semelhante à adotada pela Anthropic, que mantém o Claude Mythos Preview, seu modelo mais avançado, restrito a um pequeno número de organizações consideradas confiáveis.

A Anthropic também passou por um processo de avaliação conduzido pelo governo dos Estados Unidos. Washington determinou, por um breve período, a suspensão do acesso aos modelos Claude Mythos e Claude Fable, lançados publicamente em junho. Depois disso, foi estabelecido um procedimento voluntário para avaliar os modelos de inteligência artificial mais potentes antes de seu lançamento.

O anúncio do Google ocorreu um dia depois de Donald Trump receber na Casa Branca dirigentes do setor, entre eles Dario Amodei, da Anthropic, e Sundar Pichai, do Google. Na reunião, os participantes assinaram um acordo voluntário para monitorar os riscos de seus próprios sistemas de inteligência artificial.

Especialistas em cibersegurança demonstram preocupação com a possibilidade de uso dessa tecnologia em ataques contra bancos, hospitais e sistemas governamentais.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5