São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Governo promete indicar gastos que financiarão reajuste do Bolsa Família

Dario Durigan afirma que a correção de 15% será compensada por mudanças em despesas previdenciárias e não ampliará o gasto geral.

Governo promete indicar gastos que financiarão reajuste do Bolsa Família

O governo federal deve apresentar na próxima quinta-feira (24) as despesas previdenciárias que serão retiradas do Orçamento para financiar o aumento de 15% do Bolsa Família. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a compensação também será indicada para o próximo ano.

A estimativa do Palácio do Planalto é de impacto de R$ 5,8 bilhões no Orçamento deste ano e de R$ 22,7 bilhões no do próximo ano. Durigan disse que os valores serão acomodados sem aumento geral da despesa do governo federal.

“Esses R$ 5,8 bilhões vão sair de algum lugar, e nós vamos acomodar”, afirmou o ministro. Segundo ele, o reajuste repõe perdas provocadas pela inflação acumulada e busca preservar o poder de compra das famílias atendidas pelo programa.

A correção considera o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que acumulou alta de 15,04% entre março de 2023, quando entrou em vigor a reformulação do Bolsa Família, e agosto deste ano. No mesmo intervalo, o IPCA registrou avanço de 16,3%.

O ministro negou que o aumento tenha caráter meramente eleitoreiro. Ele também afirmou que a medida não exigiu crédito extraordinário, não envolve calote nos precatórios nem repasses aos governadores e já está prevista no Orçamento.

Se o cálculo levasse em conta agosto de 2022, quando o benefício passou a R$ 600, a correção pelo INPC seria de 17,5%, elevando o valor para R$ 705.

Durigan também declarou que o governo continua discutindo medidas mais rígidas contra as bets, mas que ainda não há decisão. Dados do Ministério da Fazenda obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação mostram que as empresas autorizadas a operar em nível federal receberam R$ 220,6 bilhões em depósitos ao longo de 2025. Desse total, R$ 36,9 bilhões corresponderam a perdas dos apostadores e receitas das casas de apostas.

O governo ainda avalia medidas para conter o endividamento da população. Entre as possibilidades está o uso de recursos públicos para comprar dívidas antigas de consumidores que estão nas carteiras dos bancos e têm baixa chance de recuperação.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5