O Ibovespa subia 1,5%, aos 188.422,42 pontos, às 12h16, após alcançar 188.512,10 pontos na máxima do pregão, com alta de 1,55%. O índice voltou a se aproximar da marca de 188 mil pontos, nível visto em maio, enquanto investidores aguardavam a divulgação, à tarde, da pesquisa AtlasIntel sobre a disputa presidencial.
A movimentação ocorreu mesmo com a queda das bolsas em Nova York e na Europa, em um cenário de preocupação com a inflação e os juros globais. No mercado brasileiro, as ações de bancos mudaram de direção e passaram a sustentar o avanço do indicador. Papéis ligados ao petróleo, como os da Petrobras, também subiam acompanhando a valorização da commodity.
Nas mesas de operação, havia relatos de aumento nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O tema influenciava as avaliações de investidores sobre a eleição. “O mercado está muito otimista com a possibilidade de Flávio assumir a liderança nas pesquisas”, afirmou Felipe Sant'Anna, especialista em ações da Axia Investing.
Bruno Takeo, estrategista da S4 Consultoria, citou sinais de melhora para Flávio Bolsonaro em pesquisas e na plataforma Polymarket. Ele também afirmou que, no exterior, havia operações com derivativos apostando na alta do EWZ.
A Vale ainda registrava queda, embora tenha reduzido o ritmo de baixa. Mais cedo, o índice chegou a recuar 0,55%, aos 184.601,20 pontos, depois de abrir estável em 185.622,19 pontos. Na sessão anterior, o Ibovespa havia fechado em baixa de 0,93%, aos 185.629,04 pontos.
O petróleo permanecia em alta, mantendo a atenção dos agentes sobre a inflação e os juros. O Banco Central Europeu elevou as taxas conforme o esperado, enquanto o Brent era negociado perto de US$ 105 e o WTI, de US$ 100.
Também foram divulgadas a Pesquisa Mensal de Serviços, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e a inflação no atacado nos Estados Unidos. Esses dados ficaram em segundo plano diante da expectativa pela pesquisa eleitoral. A disputa presidencial e a crise no Supremo Tribunal Federal continuavam no radar do mercado.








