São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Ibovespa avança 0,74% com apetite externo por risco e foco eleitoral

Índice fechou aos 186.595,60 pontos, enquanto queda do petróleo pressionou ações da Petrobras e da Vale.

Ibovespa avança 0,74% com apetite externo por risco e foco eleitoral

O Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira (21) em alta de 0,74%, aos 186.595,60 pontos. O desempenho acompanhou a maior procura por ativos de risco no exterior, em um cenário de queda firme do petróleo, e a atenção dos investidores às eleições.

A redução do preço da commodity foi associada por Júlio César de Paula, gestor de renda variável na Selo Capital, à sinalização da Arábia Saudita sobre a disponibilização de barris para amenizar os efeitos sobre a oferta após ataques árabes contra os houthis no Iêmen. O movimento também influenciou as Treasuries e outros ativos de risco. O EEM, maior ETF de mercados emergentes negociado em Nova York, subiu 2,69%.

Para Guilherme Miranda, head de Execução e Trading da Angatu Private, o petróleo mais barato tende a reduzir a inflação e favorece o fechamento das curvas de juros. “O petróleo mais baixo significa uma inflação mais baixa”, afirmou.

A queda da commodity, porém, reduziu o desempenho do índice ao pressionar empresas ligadas ao setor. As ações da Petrobras recuaram 0,99% na ON e 1,03% na PN. Os papéis da Vale caíram 1,12%.

No ambiente doméstico, os investidores também acompanharam informações sobre o plano econômico de um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Entre as propostas está o fim de impostos anunciados durante o governo do presidente Lula (PT).

As propostas econômicas dos candidatos à Presidência ganharam peso enquanto o mercado aguarda novas pesquisas de intenção de voto. A expectativa é de que levantamentos que indiquem uma possível alternância de poder reforcem a perspectiva de maior austeridade fiscal com a vitória de uma chapa à direita.

Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, citou a expectativa por novas pesquisas previstas para esta semana. “Pesquisas recentes vão confirmando esse favoritismo do Flávio”, disse. Para ele, esse cenário contribui para perspectivas fiscais melhores, queda das taxas longas e melhora dos ativos de risco no mercado brasileiro.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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