São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Ibovespa opera em baixa com pressão externa e incerteza eleitoral

Índice recua enquanto investidores avaliam inflação, mercado de trabalho e a disputa pela Presidência da República.

Ibovespa opera em baixa com pressão externa e incerteza eleitoral

A inflação e o mercado de trabalho entraram no centro das decisões dos investidores nesta terça-feira, 29, enquanto o Ibovespa operava em baixa. O IGP-M subiu 1,57% em setembro, depois de cair 0,22% em agosto, e superou a mediana de 1,54% da pesquisa Projeções Broadcast. A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, em linha com as expectativas. O Caged ainda seria divulgado.

Às 11h31, o índice recuava 0,59%, aos 181.979,41 pontos. Na mínima, caiu 0,78%, para 181.562,24 pontos. A abertura foi aos 182 993,14 pontos, praticamente no mesmo nível da máxima, de 182.996,68 pontos. Na sessão anterior, o Ibovespa havia fechado em baixa de 0,26%, aos 182.991,13 pontos.

A queda ocorria após quatro sessões consecutivas de baixa e acompanhava o recuo de mais de 1% dos contratos futuros de petróleo e a desvalorização de 0,78% do minério de ferro em Dalian, na China. A continuidade do conflito entre EUA e Irã também mantinha no radar as preocupações com inflação e juros no mundo.

Para Leonardo Brito, economista da Olimpo Investimentos, os dados de desemprego mostram resiliência do setor. “Uma economia com mercado de trabalho aquecido tende a sustentar o consumo e a demanda”, afirmou. Na avaliação dele, esse cenário dificulta uma queda mais rápida da inflação e uma flexibilização monetária mais acelerada.

Eleição e cenário fiscal

A disputa pela Presidência da República também influenciava as decisões. Pesquisa Atlas indicou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45,3% das intenções de voto no primeiro turno, contra 42,2% de Flávio Bolsonaro (PL). Em uma simulação de segundo turno, Flávio Bolsonaro aparecia com 47,7%, ante 47,6% de Lula, em empate técnico.

Leonardo Mendes, consultor financeiro da Manchester Investimentos, afirmou que o mercado avalia simultaneamente fatores externos e domésticos, com a eleição entre os pontos que passaram a influenciar os preços.

João Oliveira, head da mesa de operações do Banco Moneycorp, relacionou a cautela fiscal à postura defensiva da Bolsa. Ele citou o aumento do Bolsa Família, com custo potencial de mais de R$ 20 bilhões nas contas em 2027, e a proibição das bets, que poderia retirar cerca de R$ 12 bilhões do governo.

Nos papéis, Vale cedia 2,14% e Petrobras recuava entre -0,43% (PN) e -0,87% (ON). Entre os bancos, apenas BB subia, 0,88%. Azzas avançava 5,67% em meio ao viés de baixa dos juros futuros. Nos Estados Unidos, o rendimento dos Treasuries de 10 anos atingiu o maior nível em duas décadas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5