O governo federal estima arrecadar R$ 67,5 bilhões em receitas extraordinárias com os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços internacionais do petróleo. O valor supera os gastos previstos com medidas já realizadas ou em vigor para reduzir o impacto dos combustíveis aos consumidores brasileiros.
A estimativa foi apresentada pelo Tesouro Nacional durante entrevista sobre o resultado das contas do governo central em agosto. A conta inclui Tesouro, Previdência e Banco Central.
Do total projetado, R$ 46,5 bilhões devem vir do aumento da arrecadação com a venda de óleo da União, royalties e participação especial. Outros R$ 21 bilhões são esperados com o Imposto de Exportação, criado junto com os subsídios aos preços internos para desestimular a venda ao exterior dos combustíveis contemplados pela política.
Gastos já comprometidos
Até agosto, o governo havia editado R$ 24,4 bilhões em créditos extraordinários para financiar subvenções aos combustíveis. Segundo o secretário do Tesouro, Daniel Leal, R$ 7,8 bilhões desse montante já tinham sido pagos. As medidas de desoneração do diesel somaram mais R$ 8 bilhões no início do ano.
Com isso, o total comprometido com essas políticas chegou a R$ 32,4 bilhões. Na atualização bimestral do orçamento apresentada na semana passada, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, estimou que as medidas anunciadas terão impacto fiscal de R$ 40 bilhões no ano.
As medidas têm validade até 9 de outubro. Caso sejam prorrogadas, o custo para o governo aumentará. “As receitas a partir da guerra são superiores às despesas”, afirmou Leal.








