O Ibovespa fechou praticamente estável nesta quinta-feira (3), a 185.188,13 pontos, com variação negativa de 0,01%. O resultado interrompeu uma sequência de 11 altas, período em que o índice acumulou ganho de 11,34%.
Durante o pregão, o indicador chegou a 188.891,50 pontos, alta de +1,99%, mas perdeu força ao longo do dia. Na mínima, marcou 184.718,36 pontos, queda de -0,26%. O volume financeiro negociado na bolsa somou R$ 35,19 bilhões.
A pressão veio principalmente de Vale e Petrobras. Para João Debom, sócio da Supernova Investimentos, o movimento representou “muito mais uma pausa técnica do que uma mudança de tendência”. Ele afirmou também que “É natural que parte dos investidores realize lucros num movimento pontual de ajuste”.
O desempenho positivo no início da sessão foi apoiado pelo alívio dos rendimentos dos Treasuries e pela alta das bolsas de Nova York. O S&P 500 terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto investidores aguardavam os dados do mercado de trabalho norte-americano previstos para sexta-feira.
A bolsa paulista também registrou fluxo positivo de investidores estrangeiros no início de setembro. No primeiro pregão do mês, a entrada líquida foi de R$ 811 milhões, conforme dados disponibilizados pela B3.
Entre as ações, Vale ON caiu 2,91%. Petrobras PN recuou 1,33%, e Petrobras ON cedeu 1,79%. Itaú Unibanco PN avançou 1,23%; Banco do Brasil ON subiu 0,85%; e Bradesco PN teve alta de 0,23%.
CSN ON fechou com valorização de 6,69%, após a empresa anunciar Fabio Schvartsman como novo presidente-executivo, no lugar de Benjamin Steinbruch, que passou à presidência do conselho de administração. Prio ON caiu 4,52%, enquanto Azzas 2154 ON avançou 1,85%.
No cenário político, a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro continuou entre os fatores acompanhados pelos investidores. Uma nova pesquisa Datafolha estava prevista para esta quinta-feira (3).







