São José dos Campos, Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Economia

Ibovespa sobe 7,70% e supera 200 mil pontos após primeiro turno

Índice fechou aos 206.911,89 pontos, renovou máximas nominal e real e registrou maior alta diária desde 24 de março de 2020.

Ibovespa sobe 7,70% e supera 200 mil pontos após primeiro turno

O Ibovespa fechou a segunda-feira (5) com alta de 7,70%, aos 206.911,89 pontos, e superou pela primeira vez a marca de 200 mil pontos. O resultado renovou o recorde histórico nominal e real do índice, considerando a inflação, e representou a maior alta diária desde 24 de março de 2020, quando o indicador avançou 9,69%.

A máxima anterior havia sido registrada em 14 de abril de 2026, com o fechamento aos 198.657,33 pontos. Naquele pregão, o índice chegou a 199.355 pontos durante o dia, equivalente a 203.063 pontos quando corrigido pelo IPCA. O resultado desta segunda-feira também ultrapassou essa marca real.

O volume financeiro das ações que compõem o Ibovespa alcançou R$ 79 bilhões, acima da média dos pregões e entre os maiores da história. No ano, o principal índice da bolsa acumula alta de 28,4%.

A valorização atingiu praticamente todos os setores. As exportadoras foram uma exceção, afetadas pela forte queda do dólar ante o real. A Vale esteve entre as empresas que limitaram uma alta ainda maior do Ibovespa.

Entre os índices setoriais da B3, o de consumo (ICON) avançou 10,5%; o imobiliário (IMOB), 9,87%; o de utilities (UTIL), 8,4%; e o financeiro (IFNC), 14,2%.

O movimento ocorreu após o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno. Ele terminou à frente do presidente Lula (PT), enquanto os resultados para o Congresso indicaram consolidação do PL. A avaliação apresentada no mercado foi de que esse cenário poderia favorecer a aprovação de pautas do Executivo.

Para Diego Barnuevo, analista de mercados da Ebury, o resultado eleitoral aumentou a expectativa de uma política fiscal mais rigorosa e de crescimento mais sustentável sob uma eventual presidência de Flávio. “A onda de direita que vem atravessando a América Latina está prestes a continuar no Brasil”, afirmou.

Os bancos deram sustentação à alta, em meio à expectativa de um ambiente econômico mais favorável e de melhora na capacidade de pagamento dos clientes. Também houve avaliação de que um ciclo de queda dos juros poderia continuar caso medidas fiscais fossem adotadas.

Luise Coutinho, head de Produtos e Alocação da HCI Advisors, disse que o mercado está antecipando uma melhora, mas condicionou a continuidade do movimento aos próximos passos da disputa e às medidas para assegurar maior equilíbrio fiscal. Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, afirmou que as estatais também foram beneficiadas pela expectativa de maior rigor fiscal e projetou a manutenção da valorização até o segundo turno, sem descartar realizações pontuais de lucro.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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