A ICC Brasil divulgou nesta terça-feira (8) uma carta aberta em que relaciona a qualidade da governança pública à segurança jurídica, à atração de investimentos e à previsibilidade econômica. O documento foi publicado em meio às suspeitas de desvios de conduta no poder público associadas aos desdobramentos do caso Banco Master.
Intitulada “Integridade, Governança e Transparência: Pilares Inegociáveis para o Brasil”, a carta afirma que os fatos devem ser analisados por instituições competentes. A entidade declara preocupação com possíveis impactos econômicos e sociais e diz que a integridade e a ética são “valores inegociáveis, e o alicerce sobre o qual se constrói um país confiável e próspero”.
A ICC Brasil reúne empresas, bancos e escritórios de advocacia. Entre seus associados estão Santander, Bank of America, BNDES, Bradesco, Itaú, J.P.Morgan, Amazon, CPFL Energia, Embraer, Ericsson, KPMG, Mercado Livre, Natura, Nestlé Brasil, Shell Brasil e Siemens. Também aparecem na lista Veirano, Wald, Tauil & Chequer, Tozini Freire, Pinheiro Neto e Mattos Filho.
Menção genérica a instituições
A carta não identifica órgãos específicos. O texto menciona genericamente o Judiciário e órgãos reguladores, além de autoridades monetárias, agências setoriais e entidades do mercado de capitais. Para a ICC, a competitividade internacional depende de uma governança que não seja colocada em dúvida.
“As instituições de Estado, assim como o setor privado, devem operar sob os mais altos e rigorosos padrões de conduta -sem exceções”, afirma o documento. A carta acrescenta que o enfraquecimento desses padrões ultrapassa questões de reputação e afeta o desenvolvimento econômico e social do país.
A entidade ressalta que a manifestação representa a posição institucional da ICC Brasil, e não a opinião individual de seus associados.
A divulgação ocorre depois que foram reveladas mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a anulação do relatório da Polícia Federal.
Outras manifestações privadas também estão sendo elaboradas. Entre elas está um manifesto organizado pela Fiesp, com participação de sindicatos patronais, associações e confederações como CACB, CNI e Anfavea.








