São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Economia

Preço global do iPhone contradiz sinal do índice Big Mac sobre o real

Comparação com o iPhone 17 indica diferença de preços no Brasil, enquanto o Big Mac aponta desvalorização da moeda brasileira.

Preço global do iPhone contradiz sinal do índice Big Mac sobre o real

A comparação internacional com o iPhone 17 apresenta uma leitura diferente sobre o valor do real em relação ao dólar. No Brasil, o iPhone 17 Pro de 256 GB custa 90% mais do que nos Estados Unidos. No Egito, a diferença chega a 55%.

O dado foi destacado por Torsten Slok, economista-chefe da Apollo Global Management, que considera o índice do iPhone uma referência mais adequada para avaliar a valorização das moedas. Para ele, o produto tem características que permitem uma comparação mais direta entre países.

O índice Big Mac, por outro lado, indica que o real está cerca de 20% subavaliado diante do dólar. Pela mesma métrica, a libra egípcia também aparece desvalorizada, em uma faixa entre 20% e 55%.

A divergência está relacionada à composição dos produtos usados como parâmetro. O hambúrguer é feito com itens e serviços locais, como mão de obra, aluguel e carne bovina. Esses custos não podem ser arbitrados entre diferentes países, segundo Slok.

O iPhone, por sua vez, é descrito pelo economista como um produto global, produzido a partir de uma única cadeia de suprimentos e com custos denominados em dólares. Por isso, a diferença de preço entre os mercados seria uma indicação mais direta da relação entre as moedas.

Slok também afirma que os ganhos de produtividade em países ricos elevam os salários de toda a economia, inclusive os pagos em restaurantes. Dessa forma, países mais pobres podem parecer baratos no índice Big Mac por causa da estrutura de seus custos, e não necessariamente porque suas moedas estejam subavaliadas.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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