São José dos Campos, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Economia

Petróleo acima de US$ 100 amplia pressão sobre o real e leva dólar a R$ 5,1123

Moeda americana subiu 0,52% em meio à alta dos Treasuries, ao avanço do petróleo e a ajustes em ativos domésticos.

Petróleo acima de US$ 100 amplia pressão sobre o real e leva dólar a R$ 5,1123

A alta de 3,36% do petróleo Brent, que voltou a superar US$ 100 por barril, pressionou moedas emergentes e contribuiu para a valorização do dólar ante o real nesta quarta-feira (9). A moeda americana encerrou o pregão a R$ 5,1123, avanço de 0,52%, depois de atingir R$ 5,1153 pouco depois das 12h.

O contrato do Brent para novembro terminou a US$ 101,21 o barril, acima da marca de US$ 100 pela primeira vez desde fins de julho. O movimento ocorreu em meio ao recrudescimento do conflito no Oriente Médio, com atritos entre Estados Unidos e Irã, e a ataques ucranianos contra a infraestrutura de energia na Rússia.

Ajustes no mercado doméstico

Segundo Marcelo Bacelar, gestor de portfólio da Azimut Brasil Wealth Management, a piora do ambiente internacional se somou a uma realização técnica de ativos brasileiros. Para ele, o movimento ocorreu após a valorização estimulada pela mudança nas intenções de voto, com crescimento da oposição.

“A parte eleitoral já entrou no preço dos ativos”, afirmou Bacelar. Ele avaliou que a abertura da curva de juros americana, associada à perspectiva de elevação da taxa pelo Federal Reserve, prejudica o real. A alta do petróleo, por outro lado, pode favorecer a moeda brasileira pelos termos de troca.

O dólar permaneceu próximo de R$ 5,10 durante boa parte da tarde e voltou a se aproximar de R$ 5,11 na reta final. O real teve o pior desempenho entre as divisas mais líquidas, embora ainda acumulasse queda de 1,31% do dólar no mês, após a alta de 2,16% em agosto.

Por volta das 15h30, o governo anunciou um decreto para reduzir PIS/Cofins sobre a gasolina e zerar tributos sobre o etanol. Também foi divulgada uma Medida Provisória com previsão de redução de mais R$ 1 no litro do diesel. Em vídeo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não vai “permitir” que uma guerra “irresponsável” afete o poder de compra dos brasileiros. Depois do anúncio, os juros futuros aceleraram a alta, enquanto o dólar oscilou ao redor de R$ 5,11.

Juros no Brasil e nos Estados Unidos

Nicolas Gomes, especialista em câmbio da Manchester Investimento, afirmou que os investidores acompanham os desdobramentos da disputa entre ministros do Supremo Tribunal Federal, que, na avaliação dele, afeta diretamente o cenário eleitoral. Após o fechamento do mercado de câmbio, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu a tramitação de uma ação sobre diálogos entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O caso estava sob os cuidados do ministro André Mendonça.

No exterior, o índice DXY subia 0,04% por volta das 17h, aos 98,828 pontos, depois de oscilar perto da estabilidade. A valorização do iene limitou o avanço do indicador, em meio à expectativa de alta dos juros no Japão no fim da semana que vem. A coroa norueguesa avançou cerca de 0,30%.

Bacelar disse que a divergência entre a política monetária brasileira e a americana reduz o espaço para uma melhora do real. A expectativa para a superquarta, no dia 16, é de corte de 0,25 ponto porcentual na Selic, para 13,75% ao ano, enquanto o Federal Reserve poderia elevar os juros em 0,25 ponto. O IPCA e o índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos saem nesta sexta-feira, 11.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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