São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Brasil reduz parcela de jovens fora da escola e do trabalho, mas fica acima da OCDE

Relatório da OCDE mostra queda entre 2016 e 2024, mas aponta diferenças na conclusão do ensino médio e no acesso à graduação.

Brasil reduz parcela de jovens fora da escola e do trabalho, mas fica acima da OCDE

A parcela de brasileiros de 18 a 24 anos que não estudam, não trabalham nem participam de treinamento ou formação caiu de 26,8%, em 2016, para 22,4%, em 2024. Os dados estão no relatório Panorama da Educação 2026, divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O Ministério da Educação informou que a redução brasileira foi “quase o dobro” da média registrada pela OCDE no período, de 2,3 pontos percentuais. Para Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco, houve avanço, mas ele ainda não é suficiente: mais de um quarto dos jovens adultos do país não concluiu a educação básica.

Ensino médio e abandono

Também diminuiu a proporção de pessoas de 25 a 34 anos sem ensino médio completo. O índice passou de 35%, em 2016, para 26%, em 2024. Mesmo com a queda, o resultado brasileiro permanece acima da média de 12% dos países da OCDE.

O relatório registra uma diferença entre homens e mulheres: no Brasil, elas têm 7 pontos percentuais a mais de probabilidade de concluir o ensino médio. Entre os alunos que começam essa etapa, 20% abandonam a escola antes da formatura. Já 79% dos novos estudantes concluem o ensino médio em até dois anos além do prazo regular, ante 85% na média dos países analisados.

O Ministério da Educação relaciona os resultados a políticas como o Pé-de-Meia e o Bolsa Família. Na transição após os anos finais do ensino fundamental, 87% dos alunos ingressam no ensino médio um ano depois; 4% permanecem no último ano do fundamental 2 e 8% saem da educação formal. A OCDE recomenda acompanhar frequência e desempenho e oferecer apoio pedagógico individualizado.

Ensino superior e trajetória escolar

Em 2024, 22% dos brasileiros de 25 a 64 anos haviam concluído o ensino superior, pouco mais da metade da média de 43% dos países da OCDE. Henriques atribuiu a diferença a um passivo educacional histórico e defendeu ações integradas para fortalecer o ensino médio, ampliar o acesso à graduação e garantir a permanência dos estudantes.

O superintendente também citou o Identificador Nacional Único do Estudante (Inue), criado em março deste ano, para unificar os registros da trajetória escolar. Segundo ele, o desafio é transformar essas informações em apoio a professores e gestores na identificação das necessidades de cada aluno e na recomposição da aprendizagem.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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