São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Ministro defende neutralidade diplomática para reduzir dependência de fertilizantes

Márcio Elias Rosa diz que o Brasil deve manter relações abertas e reduzir de 83% a 90% a dependência externa até 50% em 2050.

Ministro defende neutralidade diplomática para reduzir dependência de fertilizantes

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, defendeu nesta segunda-feira, 14, que o Brasil mantenha relações políticas e geopolíticas com todos os parceiros comerciais possíveis. A estratégia, chamada por ele de diplomacia de neutralidade, teria como objetivo reduzir vulnerabilidades em cadeias estratégicas, principalmente a de fertilizantes.

Durante seminário da Esfera, Elias Rosa afirmou que o país precisa evitar o isolamento e preservar canais de cooperação e fornecimento. Ele destacou a importância de manter interlocução com produtores do Oriente Médio e com a Rússia, considerada uma parceira tradicional do Brasil no setor.

Na avaliação do ministro, restrições baseadas em alinhamentos políticos podem aumentar a exposição brasileira a interrupções no fornecimento e à volatilidade dos preços. A preocupação ocorre em um cenário de instabilidade internacional, segundo a avaliação apresentada por ele.

Apesar de estar entre os maiores produtores de alimentos do mundo, o Brasil ainda importa entre 83% e 90% dos fertilizantes que utiliza. Desde 2023, a política industrial passou a incluir a agroindústria como missão prioritária, com medidas voltadas para esse insumo.

O ministro também mencionou a aprovação, pelo Congresso, de uma política nacional de fertilizantes. A meta é diminuir gradualmente a dependência externa e chegar a 50% até 2050. Ele afirmou que a autossuficiência exige investimentos e tecnologia e não ocorrerá de forma imediata. A redução da dependência de produtos importados deve começar a ser percebida nos próximos cinco anos.

Elias Rosa ainda defendeu a criação de estoques estratégicos para reduzir os riscos de interrupção nas cadeias globais. De acordo com o ministro, o governo já mantém reservas e realiza investimentos para assegurar o abastecimento durante períodos de entressafra.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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