RECIFE — A Morapê Construtora planeja lançar ainda este ano seu primeiro empreendimento no Recife, no bairro da Boa Vista. O projeto terá 272 unidades e foi estruturado para oferecer moradias próximas a empregos, serviços e opções de deslocamento.
Os apartamentos terão entre 23 m² e 36 m², com um quarto e sem vagas de garagem. A proposta, segundo a diretora de Relações Institucionais da empresa, Camila Haeckel, é reduzir o custo dos imóveis e favorecer deslocamentos a pé ou por transporte coletivo.
O empreendimento terá 267 unidades habitacionais e cinco comerciais. O Valor Geral de Vendas (VGV) estimado é de aproximadamente R$ 79 milhões. O edifício contará com 22 andares, incluindo o rooftop, além de coworking, espaço para pets, lavanderia e academia. A fachada ativa terá unidades comerciais voltadas para a rua.
Público e programas habitacionais
Os imóveis da Morapê terão preço médio de R$ 200 mil. O público prioritário será formado por famílias com renda de até R$ 8 mil, mas os empreendimentos também poderão atender famílias com renda de até R$ 14 mil. A aquisição poderá ocorrer por meio do Minha Casa, Minha Vida e do programa Morar Bem.
Camila afirmou que a empresa pretende levar a construção residencial para áreas centrais, em vez de concentrá-la nos subúrbios. Para ela, a distância entre moradia e emprego aumenta os gastos com transporte e o tempo de deslocamento das famílias.
“A gente tem no Brasil inteiro, mas talvez de forma ainda mais acentuada no Recife, um problema: as moradias acessíveis estão longe do centro, enquanto os empregos estão aqui”, disse a diretora.
Mudanças urbanas
A chegada da construtora ocorre durante alterações nas políticas urbanas do Recife. A Lei Municipal de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS), nº 19.426/2025, foi sancionada em outubro de 2025 e substituiu normas anteriores. A legislação inclui diretrizes para o uso e a ocupação do território e mecanismos voltados à requalificação da região central.
Segundo Camila, a norma do Recife se espelhou em uma lei que começou em São Paulo e estabeleceu descontos e incentivos para estimular construções no centro. Ela também citou a redução de custos e impostos como parte da estratégia para ampliar o acesso à moradia.








