São José dos Campos, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Economia

Moretti nega acordo com Petrobras sobre preços dos combustíveis

Ministro afirma que decisões sobre preços nas refinarias cabem à Petrobras e diz que medidas do governo estão dentro da meta fiscal.

Moretti nega acordo com Petrobras sobre preços dos combustíveis

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que não existe pactuação entre o governo e a Petrobras para reajustar os preços dos combustíveis. Segundo ele, a estatal decide os valores cobrados nas refinarias, enquanto a equipe econômica acompanha os preços pagos pelos consumidores.

“A Petrobras tem lá a governança dela própria, e ela que toma as decisões sobre preço, aqui a gente sempre olha preço final ao consumidor”, disse Moretti em uma coletiva de imprensa.

O ministro afirmou que a análise do governo considera o preço do Brent e o crack spread, que é a diferença entre os valores dos produtos refinados, como gasolina e óleo diesel, e o preço do petróleo bruto. Na avaliação da equipe econômica, o cenário exige uma medida “mais forte” para o diesel e uma desoneração da gasolina com valor superior ao da subvenção, que passou de R$ 0,44 para R$ 0,63, com o objetivo de manter os preços estáveis.

“Essa é a nossa conta, não há qualquer tipo de pactuação com a Petrobras, porque as instâncias decisórias são independentes”, afirmou.

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto para reduzir tributos sobre a gasolina e o etanol hidratado. Lula também editou uma Medida Provisória que autoriza nova subvenção ao diesel. As medidas foram apresentadas no contexto da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e das restrições à oferta de combustíveis decorrentes de conflitos geopolíticos.

Meta fiscal

Moretti disse estar seguro de que a equipe econômica está no caminho para cumprir a meta de resultado primário de 2026. De acordo com o ministro, a desoneração será compensada por receita extraordinária, enquanto a subvenção é uma despesa que afeta a meta e será incluída no próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias.

A subvenção será executada por meio de crédito extraordinário e deverá ser incorporada ao relatório de 24 de setembro. Moretti afirmou que a medida está dentro da meta de resultado primário e que, caso o cenário fosse diferente, as regras seriam aplicadas normalmente com o contingenciamento.

Texto produzido pela Redação Fato Aberto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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